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PG está entre as cidades que terão voto distrital

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Afonso Verner

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O município de Ponta Grossa poderá contar com voto distrital para vereadores nas próximas eleições. Aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na última quarta-feira, a proposta que prevê as novas regras eleitorais a municípios com mais de 200 mil eleitores será votada pela Câmara dos Deputados.

De acordo com o projeto de lei do senador José Serra (PSDB), os municípios serão divididos em distritos eleitorais e cada partido deverá registrar apenas um candidato por região. O número de distritos acompanhará a quantia de cadeiras nas câmaras de vereadores e a divisão das cidades será feita pelos tribunais regionais eleitorais.

Para se elegerem, os candidatos a vereadores precisarão da maioria simples dos votos do distrito. O candidato mais votado será o eleito. O Senado espera que o projeto seja aprovado até outubro para valer nas eleições do próximo ano.

Com a aprovação na CCJ, a proposta mobilizou as lideranças partidárias de Ponta Grossa e dividiu opiniões. Para o vice-presidente do PSDB e vereador Daniel Milla (PSDB), a lei vai beneficiar o município. “É bom não só para a disputa eleitoral, mas é bom para a cidade. Acaba com aquela questão, onde os candidatos que não tinham voto eram eleitos graças à coligação e candidatos bem votados ficavam de fora”, afirmou. “Além disso, todas as regiões da cidade serão representadas dentro da Câmara”, argumenta Milla.

O vice-presidente do PSDB também acredita que o novo sistema traz mais eficiência à gestão pública. “Os vereadores serão quase subprefeitos dos distritos”, afirma.

Já para o presidente municipal do PT, Edson Armando Silva, o voto distrital ‘é um atentado à democracia’. Segundo Armando, o projeto aprovado pela CCJ do Senado dificulta a eleição de candidatos que representam grupos minoritários na cidade. “Este sistema acaba com a expressão das minorias. Qualquer movimento de minoria, como o LGBT, não conseguirá votos dentro dos distritos para se eleger”, explica. “O voto distrital é um voto conservador que favorece grupos majoritários, ele reduz a participação das minorias na política”, completa.

JOGO POLÍTICO - Novas regras trazem insegurança

Além do voto distrital, que segue para análise da Câmara se não houve recurso no Senado, também está previsto para as eleições de 2016 o fim da coligação na disputa às câmaras municipais. As novas regras tem gerado insegurança nos partidos, que já se articulam para as eleições do próximo ano.

O presidente do PMDB em Ponta Grossa, Carlos Demário, conta que o partido pretende lançar 35 candidatos para disputar uma vaga no Legislativo Municipal. No entanto, a definição da estratégia aguarda as mudanças no sistema eleitoral. “Por exemplo, para a eleição de prefeito, não sabemos qual será o prazo dos mandatos que serão definidos na reforma política”, conta.

Informações do Jornal da Manhã

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