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Grupo garante legalidade em licença do IAP para pedreira

Segundo grupo Ambiental Campos Gerais, licença foi concedida para atender situação de calamidade em lixão

 IAP diz que não foi notificado e, por isso, não irá se manifestar sobre suspensão de licença concedida a consórcio
IAP diz que não foi notificado e, por isso, não irá se manifestar sobre suspensão de licença concedida a consórcio -

Stiven de Souza

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Uma semana após a Justiça determinar a suspensão da licença para construção de um aterro em uma pedreira de Ponta Grossa, o consórcio responsável pelo projeto se manifestou sobre o assunto e garantiu a legalidade na obtenção do documento.

De acordo com o Grupo Ambiental Campos Gerais, a licença do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) foi concedida com urgência devido à situação do Aterro Botuquara e não teve como objetivo favorecer o projeto da empresa. “É fato que a concessão de licenças pelos órgãos responsáveis é processo moroso, que pode levar anos. Também é fato que o Município de Ponta Grossa precisa resolver o problema do Aterro do Botuquara, inclusive em razão de acordo judicial firmado com o Ministério Público”, destacou. “Diante desse quadro, em 05/07/2017 a Secretaria Municipal de Meio Ambiente encaminhou ao IAP o Ofício 215/2017, no qual o Município informando as dificuldades que estava tendo em relação ao aterro do Botuquara, bem como solicitando apoio e priorização na emissão das licenças ambientais requeridas por empresas locais com essa área de atuação, desde que se apresentassem viáveis, econômica e ambientalmente corretas”, alegou o consórcio, em nota enviada à imprensa.

Ainda segundo o consórcio, que faz parte do Grupo Arena, a autorização emergencial concedida pelo IAP não garante a operação do aterro na pedreira, situada na região da Bocaina. O documento viabilizaria apenas a primeira fase do projeto, que são as obras de adequação do local para o recebimento de resíduos gerados em Ponta Grossa.

Para o Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR), o documento emitido pelo IAP ‘atropelou’ as fases exigidas pela legislação ambiental para o licenciamento. O MPPR também destaca que o grupo não possui nenhuma relação com o Termo de Ajustamento de Conduta entre Promotoria e Prefeitura. O IAP não se manifestou sobre o caso até o momento.

 Consórcio suspende projeto

Apesar de alegar estar dentro da lei, o consórcio Ambiental Campos Gerais anunciou que as obras para a transformação da pedreira da Bocaina em aterro sanitário estão suspensas. Até que o impasse seja resolvido, o grupo “vai cumprir integralmente a ordem liminar enquanto vigente, inclusive promovendo a imediata dispensa dos colaboradores contratados para a realização das obras necessárias, bem como suspendendo novas contratações”.  

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