Justiça mantém prisão de professor pego com maconha
Na casa do suspeito, Polícia Militar apreendeu 18 pés de maconha

A 1ª Vara Criminal de Ponta Grossa decretou a prisão preventiva do professor de engenharia preso com 18 pés de maconha em casa, na região de Uvaranas. Com a decisão, ele deverá ser transferido da carceragem da 13ª Subdivisão Policial para a Cadeia Pública Hildebrando de Souza.
O suspeito foi autuado por tráfico de drogas na noite desta quinta-feira (28). Policiais militares entraram em uma residência de Uvaranas e localizaram uma estufa de maconha. A PM apreendeu a droga e encaminhou o professor para a delegacia.
Na tarde desta quinta-feira (1º), ele passou por uma audiência de custódia no Fórum Estadual de Ponta Grossa, onde a Justiça entendeu haver indícios de tráfico e manteve a prisão.
Defesa
A defesa do suspeito informou que vai pedir um habeas corpus no Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) e, na próxima semana, pretende recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). "Foram pegos alguns pés de maconha na sua casa e, para quem vê, é surpreendente, é assustador. Mas não se fuma folhas, não se fuma caule. O que ele tinha era para consumo próprio e não há nenhum indício, inclusive nos autos do flagrante, de tráfico", disse o advogado Alexandre Ayres de Mello. "“É preciso que a pessoa possa causar algum tipo de prejuízo ao processo ou à sociedade, o que não é o caso. Não foi encontrado bucha, a maconha não estava embalada, não estava separada e não estava dividida. Não tinha caderneta, não tinha contato com comprador, não tinha nada. Vamos entrar com um habeas corpus amanhã e estamos estudando a hipótese de ir direto para o Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Barroso aceitou um habeas corpus direto porque a decisão que mantinha a prisão preventiva era genérica, que é o que acreditamos que aconteceu aqui”, completou.





















