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MP denuncia três por desvio de aparelhos do HR

Além de ex-estagiário, um administrador e um empresário de Londrina são alvo de ação

Estagiário foi exonerado logo após a descoberta do furto de aparelhos hospitalares
Estagiário foi exonerado logo após a descoberta do furto de aparelhos hospitalares -

Stiven de Souza

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O Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR) denunciou três pessoas pelo desvio de equipamentos hospitalares do Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HU-UEPG), desvendado ainda em 2016 pela Polícia Civil. 

Um dos denunciados é o ex-estagiário de enfermagem do HU, que teria furtado dois desfibriladores e outros aparelhos do hospital. Os outros são o proprietário e o administrador de uma empresa especializada em equipamentos hospitalares, sediada em Ibiporã, região metropolitana de Londrina. 

Os denunciados já são réus por peculato e receptação em um processo que tramita na 2ª Vara Criminal de Ponta Grossa desde janeiro de 2017. Caso aceita a denúncia da Promotoria de Patrimônio Público, eles deverão responder por improbidade administrativa na esfera cível. 

Segundo as investigações da Promotoria, além dos dois desfibriladores, o ex-estagiário do HU teria furtado duas bombas de infusão, três coagulômetros, três otoscópios e um ambu (reanimador manual). Os produtos estavam no depósito do hospital e, junto, são avaliados em R$ 87 mil. 

Para vender os equipamentos, o então estagiário de enfermagem negociou pela internet com a empresa de Ibiporã e marcou um encontro em um posto de combustível na rodovia PR-151, entre Ponta Grossa e Carambeí. No local, os equipamentos foram repassados por um preço abaixo do mercado e sem notas fiscais aos compradores. 

Os objetos foram recuperados após investigação da Seção de Furtos e Roubos de Ponta Grossa, em parceria com a Polícia Civil de Londrina. Segundo a Defesa do ex-estagiário, ele se arrependeu do furto e se apresentou à polícia, devolvendo o dinheiro obtido com as vendas.

Na denúncia contra os suspeitos, o MP pede urgência no bloqueio R$ 50 mil de cada um dos envolvidos e a condenação por improbidade administrativa, com o ressarcimento do valor integral desviado em equipamentos hospitalares. Na ação, a Promotoria também destaca que o crime prejudicou os serviços prestados pelo hospital à coletividade.  

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