PG estuda implantação de novos distritos industriais

Dois novos distritos industriais deverão ser consolidados em Ponta Grossa nos próximos anos. Um deles, o Distrito Industrial Norte está no trecho da PR-151, nas proximidades da divisa com o município de Carambeí, onde já estão instaladas duas fábricas: a DAF (fábrica de caminhões do Grupo Paccar) e a Frísia (unidade de processamento de leite da Cooperativa Batavo).
O local, já identificado uma área de zoneamento industrial, batizado com o nome de ‘Inácio Grzybowski’ de acordo com a lei municipal 10.815, deve ser desenvolvido nos próximos anos, principalmente com a instalação do ‘Arco Norte’. Já o outro, em fase de projeto, deverá ser desenvolvido na região onde está instalada a Ambev, tratado como ‘Distrito Noroeste’.
Para o Prefeito Marcelo Rangel, como a cidade está recebendo novas indústrias, é extremamente natural a criação de novos distritos. “Temos áreas de fácil acesso a rodovias, e com infraestrutura e boa logística, então algumas indústrias tem mais interesse por determinadas regiões. Então é por isso que esses novos distritos surgindo, como o Distrito Noroeste”, declara.
O Distrito Noroeste, segundo Rangel, deverá ser viabilizado com a grande fábrica de bebidas da Ambev. “Aquela região pode sediar outras fábricas, sem dúvidas. A partir momento que se desenvolve uma região com grande indústria, um micro polo logístico começa a funcionar, com transportadoras, postos de gasolina, restaurante – além da valorização do Distrito de Pinheirinhos”, completa.
O diretor do Departamento Administrativo da Secretaria de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, Nilton Cesar Bahls Gomes, aponta que, com a evolução do distrito norte, deve haver uma conurbação com o município de Carambeí. “As empresas ali existentes já estão áreas industriais, que eram zonas agrícolas. Estamos caminhando para conturbação, estamos crescendo ao lado de uma cidade muito próxima, e esse desenvolvimento industrial é muito importante para elas”, diz.
Osmar Blum, prefeito de Carambeí, que é presidente da Associação dos Municípios dos Campos Gerais, declara que o desenvolvimento de distritos industriais é fundamental para a industrialização da região. “A maioria dos municípios não tem como comprar área por questões financeiras, e há tramites junto ao IAP para fazer o licenciamento das áreas. Mas com esse ciclo de industrialização, as cidades que tiverem distritos industriais serão bastante beneficiadas. Carambeí tem uma área de 60 alqueires, ao lado da DAF, com todas as licenças de operação para receber empresas que queiram investir, principalmente parceiras da DAF”, diz, lembrando que a área é particular.
Multinacional prospecta investir R$ 100 mi na região
O Distrito Norte deve receber novas indústrias em breve, segundo o Prefeito Marcelo Rangel. De acordo com ele, empresas já demonstraram o interesse em investir naquela região. “Como aquela região já é, por lei, determinada como distrito, ela já está sendo prospectada por empresas que acham que a localização possa ser benéfica. Além disso, novos condomínios de alto luxo estão se estabelecendo naquela região”, declara.
Questionado sobre as negociações, Rangel admitiu o interesse de uma grande fábrica investir cerca de R$ 100 milhões, que poderá fornecer produtos à DAF. “Recebemos, nesta semana, uma multinacional com intenção de se estabelecer aqui. Já estão fazendo estudos para a implantação dessa indústria, que fabrica produtos de fibra de carbono e de fibra de vidro, que pretende se estabelecer o mais próximo possível da DAF”, diz.
Distrito Cyro Martins e Parque Tecnológico devem ser prioridade
O Coordenador Regional da FIEP, Alvaro Scheffer, apesar de reconhecer que o Distrito Norte deve se desenvolver ‘naturalmente’, ressalta que deve haver um foco no Distrito Cyro Martins. “Não colocaria como prioridade outros distritos porque, na minha opinião, o Distrito Cyro Martins deve ser prioridade.
O município recebeu de volta as áreas após um trabalho longo de conversas com as indústrias. Precisamos manter ambiente propício para novos investimentos. Há indústrias que aguardam melhorias de condições, como pavimentação; há indústrias alimentícias que dependem do asfalto, pela vigilância sanitária. E a outra prioridade deve ser o Parque Ecotecnológico, já que empresas tem projetos, mas dependem das ruas”.
Informações de Fernando Rogala, do Jornal da Manhã.




















