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Órgãos de segurança alertam sobre jogo virtual

Intitulado de ‘Baleia Azul’, objetivo é cumprir tarefas repassadas por ‘curadores’. Entre elas está o suicídio

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Daniel Petroski

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Tentativas de suicídio e casos de automutilação relacionados ao chamado jogo “Baleia Azul” têm chamado a atenção das autoridades policiais e de saúde pública em várias partes do Brasil, incluindo o Paraná. A competição, que teria surgido na Rússia a partir de uma notícia falsa, propõe aos participantes 50 tarefas, sendo a última o suicídio. Nos últimos dias foram identificados no Estado pelo menos nove casos suspeitos de relação com o desafio - sete ocorrências em Curitiba e duas na região de Campo Mourão.

A equipe de reportagem do Portal aRede entrou em contato na tarde de quarta-feira (19) com o Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial (SDP) e também com o Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) de Ponta Grossa. Até o fechamento desta edição nenhum caso semelhante havia sido identificado no município.

Preocupado com a situação, o Ministério Público do Paraná (MP) emitiu um alerta voltado principalmente aos pais de adolescentes. A intenção é de que seja adotada uma postura preventiva em relação ao viral. “Hoje, em função das características da vida moderna, os pais têm menos tempo para ficar com os filhos. Mas é preciso que usem bem esse tempo, procurando resgatar os vínculos. Os pais têm que dar liberdade aos jovens, mas também devem monitorá-los”, aponta a promotora de Justiça, Luciana Linero.

A Secretaria da Educação disparou um comunicado para que educadores da rede pública estadual reforcem os cuidados quanto à mudanças de comportamento dos estudantes. 

Por fim, na área de saúde, uma nota técnica está sendo elaborada pela Secretaria de Estado para orientar a conduta dos profissionais da área frente a este tipo de ocorrência. Uma rede de serviços estará à disposição para dar suporte tanto com assistência clínica quanto psicológica. 

De acordo com o secretário da pasta, Michele Caputo Neto, a recomendação é que, ao identificar algum comportamento suspeito nos filhos, a família leve a criança ou adolescente à uma unidade de saúde mais próxima. Caso haja algum sinal de automutilação, o encaminhamento deve ser feito já para o pronto socorro, de um hospital ou de uma Unidade de Pronto Atendimento 24h (UPA). “Órgãos de saúde, educação e segurança pública estão trabalhando em conjunto para dar uma resposta a sociedade frente a este grave problema. Estamos tomando todas as medidas cabíveis para proteger as nossas crianças”, declarou.

Força Tarefa

O secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wargner Mesquita, anunciou a criação de uma força tarefa para investigar os casos. Os trabalhos envolvem o Nucria, que vai fazer o primeiro atendimento, o Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber) e o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) A formalização de inquéritos fica a cargo da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A Polícia Científica também compõe o grupo. Mesquisa explica que em cidades onde não há unidades da força-tarefa, a comunicação do crime deve ser feita na delegacia mais próxima.

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