Número de ponta-grossenses inclusos no SPC cai 44% em 2016
Além da queda no número de consumidores incluídos no SPC, houve um aumento de pessoas que ‘limparam’ o nome

O número de inadimplentes caiu em Ponta Grossa durante o ano passado. Dados revelados pela Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), com base nos números do SPC Brasil, apontam que houve tanto uma retração no número de pessoas incluídas no Serviço de Proteção ao Crédito, quanto um crescimento no de pessoas que quitaram suas dívidas e saíram do SPC no município. Na comparação com os números de 2015, houve uma queda de 44,3% na inclusão de nomes, e um aumento de 13,9% no número de pessoas excluídas, mostrando que houve um crescimento no número de pessoas interessadas em reaverem o crédito.
Para a diretora de comércio da entidade, Milane Barbur, a diminuição no número de inclusões pode estar ocorrendo pelo fato de que as vendas no crediário caíram no ano passado, reflexo da análise de crédito que está mais criteriosa. E isso reflete diretamente no número de pessoas que ‘limpam’ o nome. “Como as vendas no crediário diminuíram, o número de exclusões tende a aumentar em relação às inclusões”, informa.
José Loureiro, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Ponta Grossa e Região (Sindilojas PG) também destaca outros motivos para a inclusão e exclusão de nomes. No caso de pessoas incluídas, ele atribui ao cenário econômico de retração, que impactou nas vendas durante o ano passado. “A população está com um pé atrás em fazer mais dívidas. Na crise, estão buscando deixar o nome limpo, procurando não se endividar”, acredita. Ele recorda que, até novembro do ano passado, a cidade tinha cerca de 50 mil CPF’s com algum tipo de restrição.
Por outro lado, em relação ao número de pessoas que saíram da inadimplência, além da circulação do 13º salário, Loureiro atribui ao desemprego um aliado na recuperação de crédito. “Muita gente pegou o acerto e, quando fazem isso, procuram limpar o nome. E é uma coisa necessária até para procurar emprego, já que, se a pessoa for numa empresa levar o currículo na procura pelo trabalho, a primeira coisa que a empresa faz é consultar se a pessoa tem algum tipo de inadimplência”, declara.
Divisão por gênero
Os números mostram que as mulheres têm maior índice de endividamento. Em 2016, do total de inadimplentes incluídos, 59,7% foram mulheres. Em relação a 2015 houve uma queda, quando 62,1% dos incluídos eram pessoas do sexo feminino. Por outro lado, entre as pessoas que limparam o nome, também há predomínio entre as mulheres, correspondendo a 63% do total.





















