Casos de sífilis em PG crescem 2.000% em seis anos
Incidência entre os homens é mais comum no município do que em relação ao sexo oposto.

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Incidência entre os homens é mais comum no município do que em relação ao sexo oposto.
O sinal de alerta está aceso em Ponta Grossa em relação à sífilis, doença infecciosa, transmitida principalmente através do contato sexual. Dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram que o número de notificações apresentou um salto nos últimos seis anos – exceto em 2014 quando houve leve retração.
Em 2010 foram 11 pessoas diagnosticadas. Nos anos subsequentes, os números foram 25 (2011); 26 (2012); 106 (2013); 97 (2014) e 158 no ano passado. Em 2016, considerando relatório parcial até o último dia 25, 224 pessoas já foram notificadas. A incidência da doença entre os homens no município é mais comum do que em relação ao sexo oposto, chegando a 58,73% do total de casos confirmados nos seis anos – foram 647 pessoas notificadas até então.
Parte desse crescimento está atrelada ao trabalho intenso realizado pela equipe do Programa de DST/Aids. “A sífilis, como qualquer Doença Sexualmente Transmissível, se previne principalmente com o uso de preservativo. Nossas campanhas focam nisso, assim como na oferta de testagem rápida nas 50 Unidades Básicas de Saúde de Ponta Grossa. Com um maior número de pessoas realizando o exame, maior pode ser o número de laudos positivos”, detalhou o coordenador, Jean Zuber. Somando os testes rápidos em gestantes e não gestantes, além dos de laboratórios, foram realizados entre janeiro e setembro 8.564 exames na cidade.
Outra questão destacada por Zuber diz respeito ao diagnóstico tardio. “As vezes os sintomas, como o surgimento de manchas nos órgãos genitais, pode desaparecer com o tempo, fazendo com que a pessoa acredite que não esteja doente”, ponderou.
Ministério admitiu epidemia
O Ministério da Saúde admitiu nesta semana que o Brasil enfrenta uma epidemia de sífilis. Entre junho de 2010 e 2016 foram notificados quase 230 mil casos novos da doença, de acordo com o último boletim epidemiológico do governo. Pelo Paraná os números também chamam a atenção. Somente neste ano, até setembro, já foram notificados 3.008 casos de sífilis congênita, adquirida e entre gestantes.





















