Presos fazem exigências para libertar agente carcerário
O clima é extremamente tenso no presídio Hildebrando de Souza, o Cadeião do Santa Maria. Depois de renderem um agente carcerário, os detentos ameaçam depredar a unidade e resistir às negociações com a Polícia. Neste momento, os presos fazem uma lista de exigências para encaminhar às autoridades policiais como condição para libertar o agente feito refém. Entre as primeiras reivindicações, está a presença do juiz e acompanhamento da imprensa.
A Polícia Militar interditou a rua João Gualberto, na altura do viaduto do Santa Maria que passa sobre a Rodovia do Café. Por volta das 11h25, carros do Pelotão de Choque, grupo de elite da PM, e um furgão do Departamento Penitenciário (Depem), entraram na unidade. Foi solicitado reforço do Pelotão do Bope de Curitiba, que deve chegar em Ponta Grossa em alguns minutos.
Logo em seguida, três veículos do Corpo de Bombeiros entraram na unidade - um deles é uma ambulância do Siate - o que pode significar que existam feridos dentro da cadeia.
A área está totalmente isolada e a equipe do portal aRede acompanha a situação.
Situação precária
A situação do presídio é precária - a unidade abriga quase 600 detentos, mas a capacidade máxima é de apenas 208 pessoas. O portal aRede já noticiou, em diversas oportunidades, os riscos que a superlotação traz aos agentes e detentos presos da Unidade.
Defensoria quer liberação
A Defensoria Pública do Estado do Paraná também já denunciou a situação no presídio e chegou a pedir a liberação dos presos que excedem a capacidade do Hildebrando. A superlotação das carceragens também acontece em outras cidades da região, como é o caso de Castro.





















