Rangel exalta desenvolvimento e costura acordos para reeleição | aRede
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Rangel exalta desenvolvimento e costura acordos para reeleição

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Prefeito Marcelo Rangel aponta que conseguiu manter Ponta Grossa com um forte desenvolvimento, mesmo em um cenário de crise econômica.

O prefeito Marcelo Rangel (PPS) diz ter experimentado um ‘teste de fogo’ ao enfrentar uma crise econômica sem precedentes e mesmo assim, segundo afirma, conseguiu manter Ponta Grossa numa excepcional esteira do desenvolvimento, com avanços significativos nas áreas de saúde, educação, segurança e habitação. O objetivo é aumentar a arrecadação, vislumbrando a elevação do Município como a segunda cidade mais importante do Paraná. Sobre as eleições, ele diz que é pré-candidato, mas aguarda a convenção do partido, no final deste mês, quando também deverá ser definido o nome do vice. ‘Nós temos que fazer uma composição partidária que seja propositiva para Ponta Grossa no sentido de a gente poder melhorar a força política de Ponta Grossa’, assinala. Veja os principais trechos da entrevista concedida pelo prefeito, nesta sexta-feira.

Portal aRede – As eleições estão se aproximando e o momento é de definições e do alinhamento do interesse dos partidos. Como senhor está se articulando neste sentido?

Marcelo Rangel: Estamos neste momento em processo de decisão. São as decisões partidárias, as decisões de encaminhamento para uma reeleição e nós já trabalhamos com uma base constituída na Câmara, com vários partidos (DEM, PSDB, PSC, PSD, PPS). São vários partidos que estão na base. A nossa conversa é franca e mais fácil de ser feita neste momento, pelo fato de eles me conhecerem. Os partidos da base sabem como eu trabalho. Claro que existe uma afinidade muito grande com quem é parceiro do nosso governo. Com o deputado Plauto (Plauto Miró – DEM), com o deputado Sandro (Sandro Alex – PSD) e com o próprio governador Beto Richa (PSDB), sempre tivemos uma parceria. Existe uma confiança mútua entre esses players.

Portal aRede – Neste momento de articulação, o que o senhor define como importante?

Marcelo - Nós temos que fazer uma composição partidária que seja propositiva para Ponta Grossa no sentido de a gente poder melhorar a força política de Ponta Grossa para a conquista de recursos junto ao Estado e ao Governo Federal. É importante uma estrutura política ainda mais ampla do que já temos. É o essencial neste momento.

Portal aRede – Especula-se muito na indicação de um vice para senhor e devem existir muitos nomes por conta do seu grupo político. Já existe um nome?

Marcelo - O DEM certamente vai participar diretamente dessa decisão, assim como o PSDB e assim como todos os demais partidos aliados. O Plauto é uma pessoa extremamente experiente e sabe que precisa ter nomes que estejam à disposição do grupo pra que a gente possa fazer essa composição. Na política eu noto que tudo acontece ao seu tempo e principalmente neste momento, que são momentos decisivos, até a convenção final onde se definirão o prefeito e o vice. Eu vejo  com muita naturalidade essas articulações dos partidos que trabalham na base de governo, tentando colaborar com a possibilidade de nomes importantes para a política de Ponta Grossa.

Portal aRede – O diretório do PPS, em Ponta Grossa, foi alvo de disputa judicial. Soma-se a isso outros problemas que dividiram o partido. Isso causou algum problema ao senhor?

Marcelo -  No primeiro momento nós tivemos sim um certo desconforto em relação com o que aconteceu com o partido porque saiu uma provisória e entrou outra provisória. Houve alguma dificuldade. Mas hoje a gente está vendo isso com bons olhos, porque o PPS  está tendo várias reuniões, toda semana, está interagindo bastante com seus filiados, estamos discutindo até mesmo esta questão interna do partido e isso acaba fortalecendo o partido. Tenho o maior respeito pelo PPS, é o meu partido, eu não me vejo fora do PPS por questões ideológicas , por questão de luta e trabalho e de muito tempo de militância dentro do partido. Eu vou lutar por ele independentemente qual for a decisão final do partido.

Portal aRede – Mas ainda há dúvidas em relação ao seu nome?

Marcelo - Nós estamos num processo de decisão. Eu ainda não sou pré-candidato oficial. Não posso negar que hoje todos esses partidos da base eles têm uma tendência de apoiar minha candidatura à reeleição. Isso é notório e como prefeito sinto-me honrado. Eu sei da responsabilidade de um segundo mandato. Sendo prefeito é mais ônus do que bônus porque a gente está vendo uma crise institucional política muito grande no nosso país e isto acaba afetando de alguma forma quem está a frente do mandato. Então esses partidos estão apoiando uma possível reeleição. Eu disse a eles que me coloco à disposição da cidade e se essa for a decisão final de todos esses partidos que estão se reunindo e também do meu partido, certamente vou honrá-lo com meu trabalho. Até a convenção final também se discute a possibilidade de indicação do vice, dos partidos para eleição proporcional e dos vereadores. Tudo isso está se constituindo dia após dia. Eu estou acompanhando isso com naturalidade sem forçar em nada para que a gente tenha um nome em consenso.

Portal aRede – Dois ex-secretários do seu governo, Alvaro Scheffer (Indústria e Comércio) e Júlio Küller (Assistência Social), são pré-candidatos e poderão ficar em trincheiras opostas. Preocupa essa possibilidade?

Marcelo - Eu sinto-me muito honrado ao saber que dois ex-secretários, que tiveram uma atuação importante dentro do governo, se projetaram até mesmo politicamente ao ponto de poderem disputar uma eleição. Isso demonstra que quando escolhemos essas pessoas lá atrás, para composição o nosso governo, nós tínhamos em mente que os dois se envolveriam diretamente com os projetos e contribuiriam muito com o governo. Eu tenho bom relacionamento de amizade e partidário tanto com um como com outro. É claro que eu gostaria que eles estivessem junto comigo. Sempre tive essa vontade porque tanto para a Industria e Comércio (Scheffer) para a Assistência Social  (Küller) eu acompanhei diretamente todos os serviços e todos os avanços dessas áreas. O fato de eles estarem se lançando como candidatos – é um direito de cada cidadão – acaba fazendo com que eu fique entristecido porque gostaria que eles estivessem contando seus trabalhos no nosso grupo neste momento numa candidatura unida.

Portal aRede – No momento há seis pré-candidaturas, contando com a do senhor Como o senhor imagina que será esta eleição?

Marcelo - Eu acho importante que a gente tenha um debate nessa eleição. Um debate que a gente passe a limpo a cidade. Todos têm que ser extremamente verdadeiros  e transparentes. Também me preocupo um pouco de se utilizar uma eleição com a possibilidade apenas de se projetar para eleições futuras. Isso me parece que não é salutar.  Um candidato à Prefeitura precisa ter um projeto para a cidade, não pode ser pessoal.  Se for um projeto pessoal isso não será salutar para a cidade. Tem que ter projeto ou um estudo. Ponta Grossa é uma cidade muito grande e diante das dificuldades do Brasil, o candidato precisa ter responsabilidade absoluta aos seus projetos e a questão do futuro. Esta polarização sempre existiu desde o início de minha vida pública com o PT. Todo mundo sabe eu sempre tive uma posição muito clara em relação ao Partido dos Trabalhadores  que já dirigiu a cidade de Ponta Grossa. Na última eleição foi muito apertada, com uma margem de mil votos apenas. Foi muito difícil, muito disputada e eu acredito que neste ano não será diferente. A eleição será extremamente disputada e os grupos de situação e de oposição, que hoje é do PT, vão se enfrentar. Em Ponta Grossa existe sim um levante ideológico muito forte e isso não é de hoje. A gente viu para a eleição do deputado Aliel Machado que recebeu apoio total das alianças advindas do PT e da Dilma.

Portal aRede - A desistência do deputado Marcio Pauliki o surpreendeu?

Marcelo - O Márcio é deputado estadual e ele continua sendo ainda representante da região. Eu nunca pensei na possibilidade de concorrer com um ou concorrer com outro ou pensar na desistência de um ou na desistência de outro. Eu acho assim. Ele tem um ideal pessoal, uma meta política para o grupo dele. Ele está iniciando uma carreira. Mas o fato de ele ter desistido não mudaria em nada a minha proposta de governo, meu projeto.

Portal aRede – Qual o melhor caminho para Ponta Grossa?

Marcelo - Eu tenho outra linha, que é mais desenvolvimentista, mais de apoio dos empresários, dos industriais , ao setor produtivo e a gente acredita que este é verdadeiro caminho que a cidade precisa adotar. Eu sempre digo que as posições ideológicas de esquerda radical, como estamos vendo, acaba prejudicando a economia e o desenvolvimento da cidade, principalmente nas áreas comercial e empresarial. Hoje nós vemos Ponta Grossa indo numa situação muito adiante de outros municípios justamente porque nós crescemos no agronegócio, na industrialização, em termos de emprego e no desenvolvimento imobiliário. Eu sempre digo isso. Um dos pontos mais fortes do nosso governo é a vontade, determinação, muito trabalho, responsabilidade no trato da coisa pública, honrar a cidade acima de tudo,  fazer com que Ponta Grossa tenha autoestima, melhor a visão sobre ela e fazer com que ela volte a ser a segunda principal cidade do Estado. Eu também não tenho dúvidas que isso vai acontecer. Com o tempo Ponta Grossa terá um grande orçamento que é hoje o nosso foco. Precisamos melhorar a arrecadação do Município e estamos fazendo isso gradativamente com responsabilidade para que a economia se mantenha estável e firme com a promoção de empregos.

Portal aRede - Apesar das dificuldades econômicas, crise política, falta de dinheiro, como o senhor analisa o seu governo?

Marcelo - O nosso governo sério e com secretários muito dedicados. Eles se entregam a vida pública é muito importante para o desenvolvimento da cidade. Fiz um governo que não desonrou Ponta Grossa exemplos de muitos outros municípios que acabaram sendo penalizados justamente pela má condução da gestão pública. O nosso governo, pelo contrário, promoveu Ponta Grossa não só para o Paraná como para o Brasil.  Ponta Grossa hoje tem moral e tem respeito de outros municípios. Nesse mandato eu enfrentei o maior desafio da história do nosso país.  Conseguimos superar a maior e a pior de todas as crises, a maior dívida fundada proporcionalmente pelo número de habitantes por conta dos precatórios, pela dificuldade do repasse do governo federal, com a instabilidade econômica e política. Apesar de tudo isso, tivemos avanços nas áreas de educação, saúde, segurança, infraestrutura e habitação. Se conseguimos vencer diante deste cenário, eu acredito que o nosso governo tem uma avaliação muito positiva.

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