Aliel e Sandro classificam renuncia como “ato de desespero”
Deputados lembram que Cunha tenta manter o foro privilegiado para escapar do juíz Sérgio Moro

Donos de posicionamentos fundamentalmente diferentes na grande maioria das oportunidades, os deputados federais Aliel Machado (Rede) e Sandro Alex (PSD) concordam na análise sobre a renúncia de Eduardo Cunha (PMDB) da presidência da Câmara anunciada no começo da tarde dessa quinta-feira (07). Para os dois deputados, a atitude de Cunha é “um ato de desespero para tentar se salvar”.
Opositor ferrenho de Cunha desde os primeiros meses em Brasília, Aliel foi enfático ao criticar a decisão. “O Eduardo Cunha viu seu grupo perder força aos poucos e ele sabe que a única maneira de se livrar da cadeia é manter o foro privilegiado, por isso ele tomou essa atitude”, disparou Aliel. Na visão do deputado da Rede, a renúncia de Cunha é apenas uma manobra para tentar “tirar o foco” da cassação do mandato.
Já o deputado Sandro Alex (PSD), vice-presidente do Conselho de Ética da Câmara, lembra que a renúncia de Cunha é mais uma tentativa de composição do ex-presidente. “Ele [Eduardo Cunha] vai tentar procurar os líderes partidários na tentativa de conquistar votos para barrar a cassação no plenário”, assinalou Sandro.
Na visão de Sandro, a tentativa de “se salvar” por parte de Cunha é tardia e pode não gerar os resultados pretendidos pelo ex-presidente. “O Eduardo Cunha tentou fazer isso para se salvar, mas ele está muito fragilizado, está na ‘UTI’, e essa foi uma decisão tardia, já que o processo dele no Judiciário está muito avançado, existem muitas provas”, esclarece Sandro.
Aliel lembrou que o pedido de cassação de Cunha foi protocolado pela Rede Sustentabilidade e pelo PSOL. “Vamos pedir que a votação da cassação de Cunha seja realizada no plenário”, salientou. O deputado afirmou ainda que a tentativa de Cunha é se proteger das investigações da Lava Jato, sediadas em Curitiba. “O Cunha está tentando se proteger do Sérgio Moro, assim que ele perder o foro privilegiado cai na mão do Moro”, explicou.





















