CEI da Saúde aponta déficit de pelo menos 300 funcionários no setor
Relatório da comissão será entregue até o próximo dia 25 e vereadores convocarão uma audiência pública para discutir os problemas do setor

Relatório da comissão será entregue até o próximo dia 25 e vereadores convocarão uma audiência pública para discutir os problemas do setor
A Comissão Especial de Investigação (CEI) da Saúde deve concluir os trabalhos dentro do prazo inicial de 90 dias. De acordo com o presidente do grupo, Antonio Laroca Neto (PDT), a Comissão irá protocolar o relatório final até o próximo dia 25 de julho. No documento, os vereadores afirmam ter constatado que a Saúde Municipal sofre com um déficit de, pelo menos, 300 funcionários. O grupo também convocará uma audiência pública para expor os dados para a população.
De acordo com Laroca, o número do déficit de funcionários constato pelos vereadores foi alcançado a partir dos dados colhidos nas diversas oitivas realizadas pelo grupo, além das visitas ao Hospital da Criança e ao Hospital Municipal. “Conversando com vários servidores, notamos que a maioria dos funcionários da Saúde estão totalmente sobrecarregados e isso interfere diretamente na qualidade do atendimento”, assinalou.
Os integrantes da CEI também deverão apontar no relatório final “possíveis saídas” para os problemas do setor. De acordo com Daniel Milla (PV), a CEI tratou basicamente de discussões técnicas e não foi pautada por um debate meramente político. “Nossa proposta foi oferecer um debate baseado em informações técnicas e não políticas ou partidárias”, assinalou Milla.
Entre as “sugestões” que deverão ser feitas pela CEI será a transformação da Secretaria de Saúde e uma Autarquia ou Fundação. “Essa mudança poderia facilitar a compra de materiais com mais rapidez, além de várias outras questões burocráticas que podem ser resolvidos com a alteração da pessoa jurídica”, salientou Milla.
Ao analisar o trabalho da Comissão, o presidente da CEI focou o discurso na possível falta de funcionários. “Existe um problema grave de omissão na contratação de pessoal, sabem que existe uma clara ausência de servidores e também a sobrecarga de trabalho, mas mesmo assim não contratam”, destaca Laroca.
Segundo o presidente da CEI, a falta de funcionários no setor atinge todas as áreas da Saúde. “Falta pessoal para a atenção básica e no Pronto Socorro, por exemplo”, sinaliza Laroca. De acordo com o oposicionista, o Governo Municipal “deixa de contratar funcionários para a Saúde para contratar comissionados”.
Procurados para se manifestar sobre as ponderações dos vereadores, os responsáveis pela Secretaria de Saúde informaram, através da assessoria de imprensa, que o órgão não foi oficialmente notificado e por isso não pode posicionar.
Milla afirma que o foco é a qualidade do atendimento
Também na tribuna do Legislativo, Milla afirmou que o “foco da CEI” é a qualidade de atendimento da população no setor de Saúde. “Quando reclamamos da falta de funcionários ou de equipamentos, estamos preocupados com a qualidade do atendimento oferecido para a população e não na discussão política”, assinala Milla.





















