Castelo do cantor José Rico é declarado de utilidade pública
Às margens da Rod. Anhanguera, em Limeira (SP), construção inspirada em fortalezas medievais poderá ser preservada para fins culturais e turísticos

O famoso castelo construído pelo cantor sertanejo José Rico, da dupla Milionário & José Rico, na cidade de Limeira, no interior de São Paulo, voltou ao centro das atenções após a Prefeitura declarar o imóvel de utilidade pública. A medida, publicada nesta terça-feira (26), abre caminho para uma possível desapropriação da área e reforça a intenção do município de preservar um dos patrimônios mais conhecidos da cidade.
Conforme o Último Segundo, construção, que há anos chama a atenção de quem passa pela Rodovia Anhanguera, carrega não apenas uma arquitetura incomum, mas também a história de um dos maiores nomes da música sertaneja brasileira.
José Rico, que formou uma das duplas mais famosas do país ao lado de Milionário, começou a construir o castelo no início da década de 1990. O projeto foi inspirado nas construções medievais e tinha como objetivo se tornar um espaço de convivência para a família, além de abrigar um estúdio musical.
Quando morreu, em 2015, aos 68 anos, o artista não chegou a ver a obra concluída. Na época, já fazia cerca de 24 anos que o projeto estava em andamento.
O imóvel impressiona pelas dimensões. O terreno possui aproximadamente 48 mil metros quadrados e a construção conta com mais de 100 quartos, além de torres e detalhes arquitetônicos que ajudaram a transformar o local em um dos pontos mais conhecidos de Limeira.
Com o passar dos anos, porém, o castelo foi ficando abandonado. Atualmente, o espaço apresenta sinais de deterioração, como janelas quebradas, pichações e áreas tomadas pelo mato.
Dívidas, processos e tentativas frustradas de venda
Após a morte do cantor, a propriedade passou a integrar o espólio da família e acabou envolvida em disputas judiciais relacionadas a dívidas trabalhistas.
Em janeiro deste ano, a Justiça do Trabalho determinou a penhora integral do imóvel, avaliado em R$ 15,1 milhões. Antes disso, diferentes tentativas de venda foram realizadas, mas sem sucesso.
Entre elas estavam:
- O leilão de uma fração equivalente a 21% da propriedade;
- A avaliação dessa parte em R$ 3,2 milhões;
- A tentativa de comercialização da área completa em 2023.
Nenhuma das iniciativas recebeu propostas de compra.
A dificuldade para encontrar interessados foi um dos fatores que levaram a Justiça a determinar a penhora total do imóvel, em vez da venda apenas de partes da propriedade.





















