Professor de Ponta Grossa chega a Lima, no Peru, de moto; seu destino é o Alasca
Luiz Frederico Petla já percorreu 4,8 mil quilômetros, o que equivale a 10% de toda a viagem; ao Portal aRede, o motociclista atualiza sobre os pontos que visita durante a aventura

Após percorrer cerca de 4,8 mil quilômetros de motocicleta, o professor ponta-grossense Luiz Frederico Petla, que tem como objetivo chegar até o Alasca, nos Estados Unidos (EUA), enviou ao Portal aRede detalhes sobre as histórias que já viveu nessa aventura.
Segundo o educador, conhecido como Fred, a distância percorrida representa quase 10% de todo o trajeto planejado. Entre os 'perrengues' vividos nesses dias, estão a quebra do seu celular, o desgaste prematuro da transmissão da moto e a substituição de pastilhas e pneus, o que, segundo ele, está sendo um pouco difícil de encontrar as peças durante o trajeto.
A jornada também é marcada por experiências emocionais para Fred. No relato à Redação, ele destacou a hospitalidade da população da Argentina, além da qualidade das comidas e bebidas no país. Já ao entrar no Chile, Fred conta que passou por um trecho do deserto, e o cenário árido e solitário o fez refletir. O viajante reconhece que o desafio também impacta a saúde mental. "Um lugar onde a natureza parece não querer que exista vida", disse.
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Ao chegar em Lima, capital do Peru, Fred pôde descansar em Miraflores, uma região que ele elogiou por sua arborização. Agora, outro desafio é encarado: o preço do litro da gasolina, que segundo ele, passa de R$ 10,00. A aventura de Fred segue com relatos semanais enquanto ele avança rumo ao próximo destino.
Relembre o início da jornada
Segundo Petla, foram cerca de três anos de preparação, principalmente no aspecto financeiro e profissional. “A preparação é mais financeira. Você precisa organizar o trabalho, achar substituto para o período fora. Porque numa viagem de quase 30 mil quilômetros só de ida, muita coisa pode acontecer”, explica.
Um dos pontos mais desafiadores da rota é a travessia entre Colômbia e Panamá, na região conhecida como Estreito de Darién, onde não há passagem terrestre. “Ali você não passa de moto. A ideia é enviar a moto de avião até o Panamá. É a região mais perigosa das Américas, sem dúvida”, afirma.
Para enfrentar meses na estrada, o professor optou por levar o mínimo possível. “Vou levar uma caixa e uma mochila: duas ou três camisetas, duas calças, roupa íntima e ferramentas. Tem que ser leve”, explica.
A estratégia será alternar períodos de pilotagem e descanso. “A ideia é rodar seis dias e parar um. Subindo deve dar uns 88 dias, com uma margem extra para imprevistos”, explica.





























