Grifes estão mostrando responsabilidade social | aRede
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Grifes estão mostrando responsabilidade social

Cada vez mais as marcas de vestuários tem se preocupado com questões ambientais e sociais. Um grande avanço nesse universo é o fato de algumas grifes muito importantes estarem decretando o fim do uso de peles em suas confecções.

No último dia 22 o grupo Armani oficializou que irá abolir o uso de pele de animais em todas as coleções
No último dia 22 o grupo Armani oficializou que irá abolir o uso de pele de animais em todas as coleções -

No último dia 22 o grupo Armani oficializou que irá abolir o uso de pele de animais em todas as coleções.

Cada vez mais as marcas de vestuários tem se preocupado com questões ambientais e sociais. Um grande avanço nesse universo é o fato de algumas grifes muito importantes estarem decretando o fim do uso de peles em suas confecções. No último dia 22 o grupo Armani oficializou que irá abolir o uso de pele de animais em todas as suas coleções, o resultado poderá ser visto a partir do desfile da estação europeia de outono-inverno 2016/17, que acontecerá no segundo semestre deste ano. “Anuncio o empenho concreto do Grupo Armani na total abolição do uso de pele de animais nas próprias coleções. O progresso tecnológico conseguido nestes anos nos permitem ter à disposição alternativas válidas que fazem com que o recurso das práticas cruéis com os animais sejam inúteis”, declarou o CEO do grupo, Giorgio Armani.

“A minha companhia cumpre hoje um passo importante e prova a sua atenção em relação às delicadas problemáticas ligadas ao salvamento e ao respeito ao meio-ambiente e ao mundo animal”, explicou o estilista. A decisão faz parte de um acordo com as organizações The Humane Society of the United States e Fur Free Alliance. O presidente da Fur Free, John Vinding, afirmou que a escolha de Armani “demonstra claramente que os estilistas e consumidores podem ter, respectivamente, liberdade criativa e produtos de luxo sem recorrer à crueldade aos animais”. Viding afirma ainda que “Por décadas, Girogio Armani foi um ‘trendsetter’ no mundo da moda e a sua última decisão é a prova de que a sensibilidade e a inovação representam o futuro deste setor”.

“Trata-se de um projeto de grande sucesso, que confirma o crescente interesse do público para produtos de moda éticos e o aumento das extraordinárias potencialidades criativas, produtivas e comerciais do setor”, ressaltou a LAV.

Em se tratando de Brasil, também temos exemplos à comemorar, é o caso da marca Svetlana, da estilista Mariana Iacia. A marca acaba de ser reconhecida pelo Sebrae e pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) como a única label vegana de roupas no país, recebendo do Sebrae o Selo de Marca Vegana. Isso porque em sua produção, Mariana não utiliza couro, camurça, pele e nem seda, ou seja: total cruelty free! A estilista trouxe esta prática após trabalhar durante cinco anos para Stella McCartney, de onde trouxe a filosofia de não usar nenhuma matéria prima animal em sua produção. Vegana também na vida pessoal, Mariana percebeu que faltava na moda brasileira marcas que seguissem a linha cruelty free na fabricação de suas coleções. Assim nasceu sua marca “Svetlana”. A marca traz um pouco do mundo em suas coleções: cinea B europeu, artistas de rua e o encontro entre Miami e o Brasil foram algumas das inspirações que já resultaram em suas coleções.Sem ficar presa a coleções, a “Svetlana cria roupas para pessoas do mundo”.

Exemplo está sendo seguido por outras marcas pelo mundo
O grupo Armani é um dos mais influentes hoje e suas decisões e coleções inspiram diversas outras marcas. Mas além deste, outras grandes grifes também decidiram não usar mais peles em suas criações. É o caso de Stella McCartney que já não usa peles em nenhum de seus modelos há anos. Além deles, outras marcas já aderiram ao propósito “fur free”, é o caso de: Hugo Boss, Tommy Hilfiger e Calvin Klein. Na Itália, a marca Elisabetta Franchi não usa pele animal desde 2011 e penas e plumas naturais desde o ano passado. Já a grife Save the Duck, além de pele e penas, também não utiliza couro, seda e lã, atingindo um nível “animal free” (ANSA). A Liga Anti Vivissecção (LAV), organização italiana a favor dos direitos dos animais, definiu como “histórica” a decisão de Armani e relembrou do recente lançamento da sua iniciativa Animal Free Fashion, o qual atribui “classificação ética” de empresas que estão empenhadas a não utilizar materiais animais.

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