Política
Sandro Alex defende continuidade do modelo Paraná em novo governo
Em entrevista ao Grupo aRede, o parlamentar detalhou como recebeu o convite para disputar o Palácio Iguaçu, explicou as diretrizes do projeto político que pretende apresentar aos paranaenses e comentou a relação com as principais lideranças que integram a base do governo
João Bobato | 30 de junho de 2026 - 06:52
Apontado pelo governador Ratinho Junior como pré-candidato do grupo governista à sucessão estadual, o deputado federal Sandro Alex esteve na sede do Grupo aRede, em Ponta Grossa, para conceder uma entrevista exclusiva sobre os rumos da pré-campanha ao Governo do Paraná. Ao longo da conversa, o parlamentar detalhou como recebeu o convite para disputar o Palácio Iguaçu, explicou as diretrizes do projeto político que pretende apresentar aos paranaenses e comentou a relação com as principais lideranças que integram a base do governo.
Natural de Ponta Grossa, Sandro também destacou o significado de representar sua cidade na disputa pelo comando do Estado. Na entrevista, ele aborda o apoio do governador Ratinho Junior, a construção da unidade entre os aliados, o diálogo com outros pré-candidatos, os desafios para manter o ritmo de desenvolvimento do Paraná e o compromisso de dar continuidade ao modelo de gestão implantado nos últimos anos, ressaltando o orgulho de ser ponta-grossense e de poder levar o nome dos Campos Gerais à corrida pelo Governo do Estado. Confira a entrevista completa.
GRUPO AREDE: Gostaria de perguntar se você foi pego de surpresa, até por conta de que seu nome não vinha sendo, pelo menos na imprensa — talvez internamente, você pode nos contar aqui —, tratado como possível candidato à sucessão do governador Ratinho Júnior. Falava-se do Guto Silva, falava-se de Alexandre Cury, falava-se de Rafael Greca, outros nomes que fizeram a composição do governo, mas o governador tem uma bala de prata que ele falava e ele veio com o seu nome. Como é que se deu essa escolha? Quem estava no momento? Conta pra gente que o nosso seguidor acompanha.
SANDRO ALEX: De certa forma, até você falou: "Olha, está antecipando", mas muitas pessoas consideravam que o governador Ratinho estava demorando para anunciar. Então, é claro que, neste momento, a população ainda não está falando sobre política. Quem fala disso são os políticos e os jornalistas. Mas a população, após a Copa, vai realmente passar a debater esse assunto. O governador foi praticamente o último a fazer o seu anúncio. E eu trabalho ao lado dele desde o primeiro dia, sou o braço direito dele e estava trabalhando por uma unidade. Sou o presidente do PSD no Paraná e nós estávamos trabalhando para termos uma unidade. Inúmeros nomes estavam pleiteando e trabalhando legitimamente para poder se colocar como pré-candidato. Há poucos dias, cerca de mais ou menos 40 dias, o governador me chamou dizendo que ele fez uma avaliação, uma pesquisa no Paraná, e que as obras identificavam o governo dele. As obras marcaram o governo e foram as obras que eu estive à frente. Ele disse: "Eu gostaria que você fosse o nosso representante, representasse o time que trabalhou ao meu lado. E eu quero contar à população do Paraná que quem esteve junto comigo para tocar todas essas obras foi você". Eu disse a ele: "Mas, governador, eu não sou pré-candidato, eu estou aqui trabalhando com os nossos indicados". Ele falou: "Eu vou conversar com todos eles". O deputado Alexandre Cury foi o primeiro a anunciar o apoio e hoje ele é o nosso pré-candidato ao Senado. E o próprio Guto Silva também, uma pessoa admirável, com uma grande capacidade, no dia seguinte foi o primeiro a me ligar: "Eu estou com você e a nossa equipe vai permanecer unida em paz. Nós vamos seguir juntos". A partir daquele momento, claro que foi uma surpresa, porque eu não estava em campanha. Eu estava tocando obras, fechando a ponte, duplicações, obras no porto, e não estava em campanha. Eu sempre procurei levar o nome do time do Ratinho Júnior e dizer: "É o time Ratinho". Então, eu não estava preocupado em divulgar meu nome, projetar minha imagem e, sim, tocar as obras. A partir daquele momento, o governador anunciou que eu represento esse time para dar continuidade. Tenho dito o seguinte: o Ratinho não vai ver um substituto. Substituto é quando você precisa mudar, trocar. O sucessor é aquele que dá continuidade e segue o trabalho e o planejamento que foi feito para o futuro do Paraná. E é isso que eu represento nesse momento.
Grupo aRede: E Sandro, como foi para você tomar essa decisão, esse aceite de aceitar essa convocação, digamos assim, já que estamos em época de Copa do Mundo, essa convocação do governador? Afinal de contas, você tem uma carreira sólida em Brasília, vários mandatos como deputado federal, logicamente que esteve à frente da Secretaria de Infraestrutura ao longo dos dois mandatos do governador, mas com eleições aí cada vez mais ampliando a sua votação para deputado federal. Então você larga, digamos assim, uma eleição certa, praticamente, para deputado federal para aceitar essa escalação. Como foi essa decisão também?
Sandro Alex: Na vida pública você tem que ter coragem e visão. Eu represento um time que transformou o Paraná, que colocou o Paraná em outro patamar. E eu fiz parte disso. Nós construímos todo um planejamento para o Paraná que hoje está em execução. Nosso objetivo é chegar à excelência com trabalho. Eu conheço o Paraná. Eu percorri o Paraná em todos os seus municípios. Eu não cheguei aqui de elevador. Quem chega de elevador só conhece o último andar. Eu fui pela escada, conheço cada andar, cada município desse estado. Aprendi com o governador Ratinho um modelo. Ele não é só um nome, um governador; ele tem um modelo, chamado modelo Paraná, que é um modelo de gestão austera, que economizou gastos, cortou mordomias, investiu nos municípios e fez com que o Paraná passasse a ser a quarta potência. Os nossos irmãos gaúchos já ficaram para trás e a nossa visão é sermos a terceira potência. Se continuarmos nesse ritmo, vamos chegar. Sei que eu teria, inclusive, uma possibilidade de ser o deputado federal mais votado do Paraná e tenho muito orgulho do trabalho que fiz na Câmara Federal. Sempre procurei honrar meus pais, a cidade de Ponta Grossa, a região dos Campos Gerais e o estado do Paraná. Sempre os mais bem avaliados me colocaram lá no ranking todos os anos. Fui combativo, tive uma linha de oposição, participei do Conselho de Ética. No momento de combate à corrupção, eu não faltei e, com coerência, eu julguei, processei, cessi e dei a prisão do Eduardo Cunha. Como em todos os demais julgamentos, procurei ser responsável, com coerência. A escolha de ser o representante do Ratinho Júnior é porque não sou só eu que estou preparado. O time do Ratinho Júnior está preparado para dar essa continuidade. Nós não vamos abrir mão de fazer o Paraná seguir em frente. Nosso olhar é para frente. Eu não vim aqui hoje para destruir um partido ou para falar mal de ninguém. Vim aqui para mostrar que o Paraná vai seguir unido em paz. Nós não precisamos das brigas. Principalmente de Brasília, e eu entendo que o Brasil precisa de mudanças, mas o Paraná quer a continuidade. Não sou eu que estou falando isso. Todos os levantamentos mostram — e o que eu mais verifico nas pesquisas — que muitos políticos entendem que os números refletem o resultado da eleição e não é verdade: não é quem sai primeiro, é quem chega primeiro. O que me chama a atenção é que a população diz o seguinte: ela avalia o governo como um governo exitoso. Quem avalia e dá ao governador Ratinho a maior popularidade do país está dizendo "a minha vida melhorou e eu gostaria que ela continuasse melhorando". Hoje, a população gostaria que este governo desse continuidade, mesmo com os desafios. Nós temos inúmeros desafios, porque estamos, neste momento, avançando. Nós não vamos renunciar ao que conquistamos e ao que deixamos em planejamento para o Paraná.
Grupo aRede: Sandro, neste momento pré-campanha, nós temos as convenções que iniciam no dia 20 de julho e vão até o dia 5 de agosto. Aí sim os pré-candidatos se tornam candidatos. Você chegou a citar a questão das pesquisas e os resultados. Tem gente que leva muito ao pé da letra os resultados das pesquisas, e outros que nem tanto. Enfim, elas retratam uma situação de momento. Mas já aproveito para perguntar a respeito dos seus adversários, porque temos o senador Sérgio Moro, que esteve aqui na última entrevista conversando com a gente e aparece na frente em vários cenários dessas pesquisas. Temos também quem foi seu colega de governo, Rafael Greca, que também pontua de forma significativa, e o representante da esquerda, o deputado Requião Filho, que, embora seja do PDT, tem o PT no seu entorno. Como você avalia essas pesquisas e também esses adversários neste momento?
Sandro Alex: Olha, acho muito natural que aqueles que já estão em campanha há mais de dois anos apareçam melhor colocados neste momento, porque é uma questão de lembrança e de nome consolidado — eles estão em campanha há muito mais tempo. Eu estou há poucos dias, então isso é muito natural. Mas essa não é uma escolha de Big Brother; isso é uma eleição que vai definir o futuro do Paraná. A partir de agora é que vamos apresentar a nossa defesa, o nosso legado e o que temos de planejamento para o estado do Paraná. Não sou eu que vou avaliar os demais candidatos; essa é uma avaliação que a população vai fazer. Nós vamos mostrar o nosso trabalho. E trabalho prestado quem tem é o time que eu represento. Eu tenho trabalho prestado. A partir do momento em que a população foi tomando conhecimento de que o governador Ratinho tem um candidato, os números foram mudando. Eu saí de 3, fui a 5, fui a 7, fui a 9, fui a 10, fui a 12 e, na última pesquisa registrada, estou com praticamente 15 pontos em pouco mais de 30 dias. A população que me conhece já me coloca em outro número; Ponta Grossa, que é a cidade que me conhece, já apresenta uma colocação que me dá liderança aqui na cidade mais importante dos Campos Gerais. E por quê? Porque elas me conhecem. A partir do momento que o Paraná está me conhecendo e sabe que as obras foram realizadas — que o governo que eu represento é o time do Ratinho — as pessoas passam a fazer outra avaliação, porque mesmo na pesquisa que foi apresentada muitas pessoas estão votando em outro candidato imaginando que aquele é o candidato do Ratinho Júnior, porque ainda não sabem. Isso é muito recente. Dia após dia eu tenho me apresentado e essa é a oportunidade que tenho, inclusive, de conversar com as pessoas em todo o Paraná. E os números vão mudando. O início da eleição é a partir do dia 5 de agosto — as convenções vão até o dia 5 de agosto —; é aí que vamos ter a oportunidade de realmente nos apresentar como candidato e levar a informação a todos os paranaenses.
Grupo aRede: Neste momento, aqui em Ponta Grossa, como você avalia a questão também de apoio e de receptividade ao seu nome? Afinal de contas, você é ponta-grossense e eu não me recordo — talvez tenha tido — de um candidato aqui de Ponta Grossa concorrendo ao governo do Estado. Temos a Prefeitura, cuja prefeita Elizabeth Schmidt já declarou apoio ao senador Sérgio Moro. Recentemente, tivemos uma declaração do ex-prefeito e pré-candidato a deputado federal Jocelito Canto, dizendo que não apoiará, embora a filha dele faça parte da bancada de apoio ao governador Ratinho Júnior na Assembleia; ele anuncia recursos do Governo do Estado, mas falou que não vai apoiá-lo por questões passadas. Como você vê essa situação específica aqui em Ponta Grossa?
Sandro Alex: Eu acho muito natural, compreendo e respeito, mas entendo que, ao final, todos vão gostar de ver um ponta-grossense à frente do poder executivo do Estado do Paraná. Eu represento a capital cívica do Paraná, tenho minha história através da cidade, que me projetou para o Paraná e para o Brasil, e vou retribuir isso com um trabalho honrando não só os ponta-grossenses, mas todos os paranaenses. Estive à frente de obras importantes e de investimentos que transformaram o Estado, de um governo transformador, que foi o do Ratinho Júnior. Sempre procurei fazer com que Ponta Grossa fosse lembrada em todos os momentos e em todas as cidades por onde andei. Sempre serei um representante, um embaixador; é uma cidade importante. Se cheguei até onde cheguei, devo isso à cidade de Ponta Grossa, independentemente de partidos políticos e de apoios partidários. Cada um segue, mas tenho certeza de que, ao final, todos vão celebrar porque é a cidade de Ponta Grossa que passa também a ser respeitada estadualmente. Para mim é uma honra, um orgulho enorme poder representar esta cidade. Tenho um legado e um trabalho aqui em Ponta Grossa. Ao longo desses últimos anos muitos investimentos aconteceram e tenho orgulho. Os maiores investimentos de Ponta Grossa eu colaborei. Estive junto com a população em todas essas conquistas.
Grupo aRede: Essa é a próxima pergunta, Sandro: recentemente a prefeita Elizabeth Schmidt e também o presidente da Câmara, Júlio Küller, foram às redes sociais e à imprensa reclamar da atenção da Prefeitura pelo Governo do Estado, dizendo que não têm recebido tanta atenção quanto gostariam. Como você, como integrante do governo, recebeu essa crítica?
Sandro Alex: Olha, não é verdade. Eles não estão falando a verdade; estão movidos pelo ódio, que, aliás, é uma característica do time que eles representam — um time movido por ódio, por destruir e não por construir. Temos aqui o maior investimento da história dos Campos Gerais. Falo isso porque conheço a história de Ponta Grossa e a população também. Hoje temos um investimento maior em obras do que em qualquer outra região do Estado. Há investimentos sonhados pela população em todas as áreas. Quanto à pavimentação, estamos cumprindo; temos 100 milhões de reais nos bairros da cidade de Ponta Grossa. Praticamente todos os bairros, de uma forma ou de outra, têm a participação do Estado do Paraná, seja em fundo perdido, seja através de empréstimo do BRDE. Foi o governo do Paraná parceiro nessas obras, e agora estão seguindo para as áreas rurais, pavimentando a Estrada de Alagados, que é um sonho antigo, toda ela com recurso do Estado do Paraná; a Estrada do Buraco do Padre, toda ela com recurso do Estado do Paraná, movimentando o comércio, o turismo e o desenvolvimento da cidade de Ponta Grossa. Temos o maior investimento na UEPG — o magnífico reitor pode confirmar a informação que estou dando. Temos mais de 100 milhões de investimentos com o Centro de Especialidades; até mesmo a construção da nova torre com recurso do governo federal só foi viável porque o Estado do Paraná foi parceiro. A gente não escolhe partido; estamos aqui para investir. Construímos o Centro de Especialidades, que está em funcionamento. Ajudamos o Hospital da Criança e o hospital do câncer da Santa Casa com recurso do Estado, e vamos edificar uma nova torre da Santa Casa. Construímos um novo IML universitário também na Universidade Estadual de Ponta Grossa, e estamos com obras estratégicas. A rodovia de concreto, conhecida como Estrada da Morte, que liga Ponta Grossa à Palmeira, tem recurso do Estado. É ignorância de alguém do poder executivo e legislativo de Ponta Grossa desconsiderar isso como se não fosse recurso do Estado. Todo ele é recurso do Estado do Paraná e é um valor maior que a ponte de Guaratuba, para salvar vidas. Estive conversando agora com o presidente da Tetra Pak; vamos ter um novo acesso da PR-151 com a BR-376, um novo acesso desenhado pelos nossos técnicos, com duplicação no perímetro urbano de Ponta Grossa e acesso ao aeroporto com viaduto, ao Caracará, resolvendo um gargalo de anos e seguindo em concreto uma rodovia como a rodovia americana. Fui a Iowa, no Cinturão do Milho, para ver qual é a melhor estrada dos Estados Unidos. Estamos fazendo aqui. Se alguém não acredita — tem vereador que não acredita —, pegue o carro e vá a Palmeira. Está praticamente hoje com uma evolução maravilhosa. Poderia falar de inúmeras obras sociais, como o Condomínio do Idoso; Ponta Grossa foi contemplada. Na educação, quantas escolas? Estamos construindo agora escolas do futuro em Ponta Grossa; se não me engano, são duas ou três escolas sendo construídas neste momento. Poderia citar inúmeras atuações do governo, sem contar as indústrias. Veja o grau de injustiça que a política local está fazendo, porque o maior investimento hoje de indústrias está em Ponta Grossa. Temos a XBRI; a XBRI está aqui pelas mãos do governador Ratinho Júnior, assim como a Nissin e tantas outras que já foram inauguradas, como a maltaria. Isso proporcionou crescimento do orçamento da cidade de Ponta Grossa; foi a parceria do Ratinho Júnior. A gente não pode se guiar pelo ódio. Não estou aqui pelo ódio; estou aqui para construir e servir o povo do Paraná. Sei do legado que deixamos. Na região dos Campos Gerais temos uma fábrica de vidros agora também em Carambeí. A unidade de Castro, com o novo acesso do contorno norte e também ao Socavão, garante à Cargill, à Evonik e tantas outras a capacidade com investimento duplicando nossas empresas e cooperativas. Estamos tocando obras em Carambeí, a Estrada São João para acesso à Frísia; tocando o Socavão em Castro; o acesso ao Santuário de Brotas em Piraí do Sul; acesso ao Distrito Industrial dos Madeireiros em Jaguariaíva; contorno em Arapoti; contorno em Ventania; Sengés; ligação com São José da Boa Vista; duplicação integral da PR-151, tanto São Paulo sentido Sengés quanto São Paulo sentido Ourinhos. Vamos falar de mais? BR-373, ligação, duplicação: Ponta Grossa, Ipiranga, Imbituva, Ivaí, Guamiranga, Prudentópolis, Trevo do Relógio. Vamos pavimentar a rodovia que liga Ipiranga até Imbituva, sonho de 40 anos. Já iniciamos a duplicação Imbaú–Reserva, sonho de 40 anos. Vamos começar Cândido de Abreu, Rio Branco do Ivaí. Nossa resposta é trabalho. Estamos aqui com trabalho, não com conversa. Temos um governo transformador que investiu na região dos Campos Gerais e projetou nossa região. É esse trabalho que defendo; não abro mão. Não abro mão da 277. Duplicação já começou. Palmeira, Irati, Prudentópolis para subir a Serra da Esperança. Agora, meus oponentes dizem: "Não, a gente vai rever isso, vamos parar os contratos porque queremos rediscutir". Nós não queremos rediscutir; já discutimos com a sociedade, estamos prontos para as obras e não vamos parar as obras. Ponta Grossa vai ter um ciclo de investimentos graças ao governo do Paraná. Vou defender com trabalho, não com agressão. Não estou aqui para agredir; sou extremamente educado com todos, porque é a minha conduta, o que aprendi com meus pais. E vou continuar dessa forma.
Grupo aRede: Sandro, você citou as indústrias e também a Ambev, a fábrica de vidros em Carambeí. Nos últimos dias foi anunciada uma nova fábrica da Ambev, se não me engano com 70 milhões de investimentos, mas ainda não foi divulgada a cidade onde ela será instalada. Existe possibilidade de mais uma aqui na região dos Campos Gerais ou seria outra região do Paraná?
Sandro Alex: Não, eles não nos autorizaram, neste momento, a falar, apenas a ampliação. Eles vão fazer agora uma nova fábrica que compõe ali garrafas, latas e a produção deles; estão falando de embalagens. Isso é sinônimo de que o Paraná está no caminho certo, porque atrai investimento; governo responsável faz com que o Paraná traga esses investimentos. Vocês não viram o governador ficar brigando, batendo boca ou discutindo em rede social. Não. Ele está trabalhando. Nosso Paraná é o estado com maior liberdade econômica. Hoje, para 975 empresas e segmentos, temos isenção de alvará e licença para agilizar quem quer abrir um aviário ou outro investimento que gere emprego. O Paraná atrai investimentos porque não perde tempo brigando. É isso que meus oponentes querem trazer: brigas, bater boca, discutir, agredir. Nós não. Estamos aqui para mostrar o Paraná que avança, que em poucos anos colocou o dobro do PIB — nós dobramos o PIB do Paraná, de 400 para mais de 800 bilhões. Vamos passar de um trilhão. Como isso aconteceu? Como o governo tem tanto dinheiro para investir? Nunca tínhamos visto tantos investimentos. Em 30 anos de Ponta Grossa, tivemos dois viadutos: o Posto Presidente e o Vendrami. Construímos, só no governo Ratinho, inúmeros viadutos em Ponta Grossa; estamos construindo quantas trincheiras e viadutos. Esse foi o governo transformador, e dele não abrimos mão; não abrimos mão de perder o ritmo ou a velocidade. Hoje escutamos muito do jogo do Brasil e as pessoas falavam: "Não, vai Brasil, vamos, não perca o ritmo, né?". É verdade. Quando você para o ritmo de um estado, quando perde a velocidade, perde a continuidade. Aprendi uma filosofia japonesa — já que vem uma inspiração do jogo de hoje — chamada Kaizen, que é a evolução contínua. O futebol deles não era até tão forte; estão evoluindo. Não há mais seleção fraca; isso acontece também: você não pode ter uma ruptura, um corte brusco. Para que o Paraná teria um corte brusco? Para que o Estado que hoje avança e cresce acima da média nacional teria uma mudança brusca com quem não tem equipe ou não está preparado? Ninguém faz nada sozinho. Não acredito em super-herói; acredito em gente que tem gestão. Represento um time. Tenho um time que trabalhou e fez do Paraná a melhor educação do Brasil. Desta eu não abro mão. A melhor educação do Brasil é do Paraná. Nossas universidades estão ranqueadas entre as melhores do Brasil; não abro mão. A UEPG vai receber um supercomputador agora, não sei se você sabe. O supercomputador que vai chegar na UEPG — como em todas as demais — é 100 mil vezes mais rápido do que o computador que você considera o mais rápido até hoje. Para quê? Para colocar a UEPG na pesquisa, porque hoje o Brasil perde colocação frente aos chineses e americanos por falta de pesquisa. Isso vou incentivar: a pesquisa nas nossas universidades. Vamos avançar e continuar fazendo de nossas instituições de ensino superior um orgulho para o Paraná. Não abro mão da nossa equipe de saúde. Tenho uma esposa que é funcionária pública e atuou mais de 30 anos numa UBS; sei o que é trabalhar na saúde, e a saúde é o local onde mais se pode ter prejuízo, porque demora para organizar, mas para desorganizar basta um mês de quem não tem gestão. Ponta Grossa sabe disso. Agora estamos com a gestão organizada, com uma rede de urgência e emergência, avançando com as cirurgias no Pela-Paraná; temos uma boa equipe trabalhando e não vamos abrir mão disso. Represento esse time. É esse time que tem desafios. Se o nosso Estado cresce acima da média nacional, precisamos de infraestrutura e energia para acompanhar. O time que já mostrou conhecimento e resolve — não reclama, resolve — é o que represento.
Grupo aRede: Certo, estamos nos encaminhando para o final da entrevista, Sandro, mas gostaria de tratar mais um tema. Este momento pré-eleitoral, pré-campanha, é quando os partidos políticos podem optar que partido apoiar; nem todos terão candidaturas próprias. O PSD, partido do qual você é presidente estadual, terá candidatura. Quais outros partidos estarão com o PSD nessa futura campanha?
Sandro Alex: Estamos trabalhando e isso acontece até o prazo final das convenções. Claro que todos querem antecipar; é natural, mas já temos o Republicanos, que oficialmente caminha conosco junto com Alexandre Cury, e os demais partidos estamos compondo ao longo dos dias até as convenções para que estejamos juntos. O time que trabalhou ao lado do Ratinho Júnior e transformou o Paraná estará unido ao projeto dele, porque sabe o que foi feito e conquistado junto com a população. Estamos trabalhando e dialogando. Legitimamente, alguns também estão pleiteando e colocando seus nomes para avaliação da população, e eu os respeito. Como disse, não estou aqui para agredir ninguém; estamos aqui para debater o Paraná e mostrar à população a melhor proposta, e nós temos a melhor proposta. Acredito que, no seu tempo, eles caminharão conosco. Ainda temos a escolha para um bom vice. Quero um vice tão bom quanto foi Darci Piana, que esteve ao lado do Ratinho sem rusga, sem briga; um ajudando o outro, colaborando. Também teremos a segunda cadeira no Senado. O Senado é muito importante. O Senado não é só para fiscalizar; é para fazer orçamento e reestabelecer a independência dos poderes em Brasília, além de representar o Estado. Por isso o Acre tem três e São Paulo tem três senadores, para haver isonomia. Precisamos de alguém que defenda o Paraná. Não tivemos senadores defendendo inúmeras pautas importantes para o Paraná; era o governo do Paraná que estava lá, inclusive em obras federais. É muito importante ter um Senado que defenda o Paraná. Vou trazer bons representantes que caminharão ao meu lado e defenderão o Paraná.
Grupo aRede: Existe a possibilidade ainda de atrair o MDB de Rafael Greca?
Sandro Alex: Estou sempre aberto ao diálogo e conversando com todos. Ele conversou conosco e foi quem me disse "você é o homem da pote". Aprendi com ele e ele aprendeu conosco. Fizemos um bom trabalho e ele sabe que o projeto do Ratinho é um projeto maior, pro Paraná. Não temos projeto individual; estamos incluídos no projeto do Paraná. Quem trabalhou conosco durante este governo, eu sempre vou buscar conversa