Ratinho Jr quer fazer do PR o ‘melhor estado do país’

Futuro governador avalia escolha de secretários ‘preparados’ e comenta sobre entraves registrados durante o processo de transição.

O Paraná inicia o ano de 2019 com um novo gestor. Escolhido ainda no primeiro turno das eleições, o empresário Carlos Massa – ou Ratinho Junior, como é conhecido – tem o objetivo de fazer das terras paranaenses, como ele mesmo disse, “o melhor estado do Brasil”.

Durante o período de quase dois meses entre o final das eleições e início da gestão, Ratinho Junior já se apresentou como um homem de trabalho e disposto a mudar todo o sistema administrativo do Estado. Foi pensando em ‘enxugar a máquina’, por exemplo, que o futuro governador contratou a Fundação Dom Cabral, empresa especialista em administração pública, para realizar um estudo e apresentar um novo organograma do Estado – o levantamento diminuiu de 28 para 15 as secretarias de governo. Os nomes escolhidos para assumir as pastas também dão o tom de mudança. Ratinho Junior escolheu profissionais com capacitação nas áreas ou que já tiveram um grande envolvimento em cada setor para chefiar as secretarias.

Outro grande ponto chave do período foi a relação entre as equipes de transição. Apesar de harmoniosa em boa parte do tempo, algumas ações tomadas pelo governo de Cida Borghetti (PP) fizeram com que os membros da próxima gestão tivessem certos entraves. O principal deles diz respeito a contratos assinados às vésperas da cerimônia de transmissão de cargo, em especial aos R$ 400 milhões para a dragagem dos portos de Paranaguá e Antonina. A equipe de Ratinho Junior tem dúvidas em relação à pressa para formalizar as assinaturas e garante que irá investigar todos os contratos do governo do Estado nos últimos dias.

Às vésperas de assumir a mandato como governador do Paraná, Ratinho Junior falou, em Curitiba, sobre a transição, as preocupações para o início da gestão e as prioridades nos primeiros meses de governo.

 

Jornal da Manhã: Como o governador avaliou todo o processo de transição até o momento?

Ratinho Junior: A transição começou tarde, por decisão do atual governo, algo que lamentamos, pois gostaríamos que começasse em seguida às eleições para que pudéssemos ter mais tranquilidade para levantar os contratos, licitações e projetos em andamento. O que nos preocupa muito é a questão financeira do estado, porque muitas das informações nós não temos ainda consolidadas. Existe um problema inclusive com a secretaria da Fazenda, com o software, mas nós estamos fazendo um levantamento. Existe uma previsão de que o governo não tenha uma sobra de caixa confortável para começar o ano. Diante deste cenário, vamos ter que fazer muitos cortes, muitos ajustes, para que a gente consiga cumprir os compromissos neste início de ano, em especial nos primeiros 90 dias.

Eu determinei que todos os contratos dos últimos 30, 40 dias, sejam revistos, aquelas licitações que não são prioridade para atender a população a gente pretende cancelar, o que juridicamente for possível. Vamos priorizar aquilo que é necessário, em especial a questão da saúde, a questão da educação, já que as aulas começam em fevereiro. Janeiro é um mês difícil por conta de epidemias como a da dengue, estamos que estar preparados para o combate, precisamos ter dinheiro em caixa para isso e, obviamente, honrar os compromissos.

 

JM: O governador anunciou que uma das principais bandeiras do governo é um enxugamento da máquina pública e corte nos gastos. Como pretende fazer este trabalho junto aos secretários?

Ratinho: Vamos fazer um pente-fino. Começamos diminuindo as secretarias, de 28 para 15. É o estado que mais cortou secretarias até agora, pelo que levantamos. A ideia é enxugar a máquina pública, fazer um pente-fino em todos esses contratos. Tivemos o caso da dragagem do Porto de Paranaguá, que vai custar R$ 400 milhões, cujo contrato foi assinado a poucos dias para terminar o ano. Esse é o tipo de coisa que deveria ter sido discutida com mais profundidade, jogada para o ano que vem para que a gente pudesse avaliar o contrato, que envolve milhões. A intenção é rever tudo isso. E vou determinar logo no início do mês de janeiro, uma auditoria na folha de pagamento e também na previdência.  Nós queremos realmente ver se as pessoas estão trabalhando de maneira correta, que não tenha gente recebendo em duplicidade, para que o dinheiro público possa ser bem aplicado.

 

JM: O governador reduziu de 28 para 15 secretarias. Qual foi o critério para chegar nesse modelo e como foi a composição dos indicados para assumir as pastas?

Ratinho: Foi a primeira vez na história do Paraná que foi contratada uma consultoria, uma das maiores empresas especializadas em Gestão Pública, que é a Fundação Dom Cabral, para fazer uma modernização do organograma do estado, repensar o número de secretarias. Era um compromisso que eu tinha com os paranaenses, de reduzir aquelas secretarias que foram criadas ao longo dos anos para acomodar amigos, parentes de políticos. Nós resolvemos acabar com todas elas e deixar só as que realmente são importantes para tocar o Estado. Então nós reduzimos de 28 para 15 secretarias, elas foram todas analisadas e reorganizadas pela fundação Dom Cabral e todos os secretários e secretárias foram indicados por um critério extremamente técnico. Se pegar o currículo de todos eles, você vai ver que são pessoas preparadas, formadas, pós-graduadas, alguns doutores, a nossa preocupação foi a de montar um time de excelência que possa prestar um bom serviço ao estado.

 

JM: O governador passou alguma orientação aos secretários e toda a equipe de governo para o início do mandato?

Ratinho: Primeiro pedi muita lealdade ao povo do Paraná. Temos essa obrigação e o compromisso de sermos eficientes, aplicar da maneira possível o dinheiro público e acima de tudo trabalhar muito. Eu não gosto de ter na minha equipe pessoas que não gostam de trabalhar. Escolhi pessoas que têm capacidade técnica e disposição para trabalhar.

 

JM: O que os paranaenses podem esperar do governo Ratinho Junior a partir de 2019?

Ratinho: Pode esperar muita vontade de trabalho, muito planejamento, nós vamos fazer do Paraná o melhor estado do Brasil, eu tenho convicção disso. Vamos fazer do Paraná o estado mais moderno do Brasil. Queremos colocar a educação entre as três melhores do país, fazer com que a segurança pública ser respeitada e até servir de modelo para outros estados, utilizando para isso a tecnologia. Acima de tudo, queremos fazer do Paraná um estado que possa gerar oportunidades, a nossa preocupação, a nossa missão vai ser criar empregos. Para isso vamos trabalhar para atrair empresas do Brasil e também de fora, para investir no Paraná e gerar emprego pra nossa gente, este é o nosso compromisso.

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