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Crônica dos Campos Gerais: Bolo Vulcão

Texto de autoria de Rosicler Antoniácomi Alves Gomes, Professora de Português e Inglês, Ponta Grossa, escrito no âmbito do projeto Crônicas dos Campos Gerais da Academia de Letras dos Campos Gerais

A crônica da semana é de Rosicler Antoniácomi Alves Gomes
A crônica da semana é de Rosicler Antoniácomi Alves Gomes -

Hoje resolvi testar uma receita de bolo cocada, que vi no YouTube.  Bem, testar a receita não era bem a questão, eu tinha que testar a minha capacidade de chef com essa receita, pois terei que preparar uma iguaria para o arraiá do condomínio. Outra pessoa se adiantou para oferecer cachorro quente, que é justamente o que eu sei fazer... Então... cocada, bolo, arraiá... Melhor testar. Tão bonitinho aquele caramelo, no vídeo... Cor de... caramelo. O meu ficou... mais escuro. Ah, no vídeo sempre fica mais bonito. Minha massa até que ficou semelhante, embora eu tenha trocado o trigo por um combo de farinhas sem glúten. Desconfiei que a massa, embora bonitinha, pudesse estragar meu teste. Mas não. Saiu do forno com uma cara boa. “Deixe cinco minutos esfriando, não mais, para o caramelo da cocada não misturar com a massa”. Cinco minutos depois: o bolo não queria sair da forma... saiu... parte da cocada, ainda rebelada, acabou desgrudando e caindo de um modo... plaft, em cima do bolo. Tudo bem. Ficou meio calombuda aquela cobertura, mas... Epa! Os calombos resolveram escorregar do topo do bolo para fora e para dentro da cratera, como uma lava inCANdecente, que nada segurava, sem que se aderisse peRIgajosamente. Então lancei meu olhar condescendente para o meu bolo vulcão e decidi seguir as instruções do vídeo: “depois de desenformar, espere o bolo esfriar, antes de cortar”. Praticamente frio, decidi cortar, para testar a rigidez da lava. Rígida. Mas cortável, se utilizada a estratégia adequada, usando uma faca, e com FORTE pressão e rebolados cortantes. Terrivelmente doce. Mastigável por fortes mandíbulas. O gosto daquela lava-cocada me lembrou a cocada puxa-puxa que um cocadeiro vendia na saída do Regente, diretamente da fôrma em que fora preparada. Deliciosa, com pedaços grandes de coco, que eu adorava. Ele também cortava com uma espátula afiada que rebolava ao cortar. Porém, aquela cocada não vinha despencando de cima de uma massa fofinha... como a massa do meu bolo vulcão, incapaz de resistir a tamanha pressão e rebolado. Meu olhar condescendente ainda não estava a ponto de julgar o teste um perfeito desastre, apesar do rombo causado pelo corte esmigalhador: o sabor estava ótimo, nem parecia massa sem glúten, se me entendem. Esperei a hora do café para saborear meu bolo vulcão depois do resfriamento total da lava. Pense numa cocada-lava resfriada, virada numa rocha vulcânica... ao redor de uma cratera rombuda de massa fofinha...

Texto de autoria de Rosicler Antoniácomi Alves Gomes, Professora de Português e Inglês, Ponta Grossa, escrito no âmbito do projeto Crônicas dos Campos Gerais da Academia de Letras dos Campos Gerais (https://cronicascamposgerais.blogspot.com/).

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