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Moradia digna é uma prioridade para as famílias de Ponta Grossa

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Ponta Grossa vive um momento em que o crescimento urbano precisa ser acompanhado por uma política habitacional capaz de garantir aquilo que deveria ser básico para qualquer família: o direito de morar com dignidade. Nesse sentido, a proposta de transformar uma área do bairro Neves em Zona Especial de Interesse Social (ZEIS), abrindo caminho para o empreendimento Gianna IV, representa mais do que uma simples mudança de zoneamento. É uma oportunidade de aproximar o desenvolvimento da cidade das necessidades de quem mais precisa.

O projeto prevê 1.135 lotes, sendo 1.060 residenciais e 75 de uso misto, em uma área de aproximadamente 223,4 mil metros quadrados. A dimensão do empreendimento mostra que seus efeitos poderão ultrapassar os limites do setor imobiliário. Serão novas famílias, novos bairros, novas demandas por escolas, unidades de saúde, transporte, comércio, pavimentação, saneamento e demais serviços públicos. Por isso, todo grande projeto habitacional deve ser compreendido como parte do planejamento da cidade.

O aspecto mais importante, entretanto, está na possibilidade de ampliar o acesso à moradia para famílias de baixa renda. A legislação das ZEIS foi criada justamente para permitir que áreas urbanas sejam destinadas à habitação de interesse social, facilitando o acesso à terra urbanizada e promovendo inclusão. No caso do Gianna IV, pelo menos um terço das unidades deverá ser destinado a famílias com renda de até três salários mínimos, enquanto o público das ZEIS pode alcançar famílias com renda de até seis salários mínimos.

Essa perspectiva é fundamental porque possuir uma casa significa muito mais do que ter quatro paredes. A moradia digna representa segurança, estabilidade familiar, pertencimento e a possibilidade de construir um projeto de vida. Quando uma família deixa uma situação precária e passa a viver em uma residência adequada, inserida em uma região com infraestrutura e serviços, também se fortalece a própria cidade.

Outro ponto que merece destaque é a contrapartida prevista para o Município. A entrega de 42 lotes urbanizados à Prefeitura cria um patrimônio público que poderá ser utilizado pela política habitacional, especialmente para atender famílias que não conseguem acessar as formas tradicionais de financiamento. É uma maneira de fazer o investimento privado dialogar diretamente com uma necessidade social.

Ponta Grossa precisa continuar avançando nessa direção. O déficit habitacional não se resolve apenas com números, mas com planejamento, terrenos, infraestrutura, financiamento e políticas públicas permanentes. A produção de moradias deve estar associada à inclusão urbana, evitando que as famílias de menor renda sejam empurradas para áreas distantes e sem estrutura.

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