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Elizabeth confirma interesse para ter planta da Hycom em PG

O empreendimento representa um investimento de US$ 638 milhões (equivalente a R$ 3,3 bilhões na cotação atual) e deve gerar 750 empregos diretos no município

O empresário Ricardo Salcedo esteve em Ponta Grossa, na segunda-feira (10), para uma apresentação sobre o projeto da Hycom, empreendimento de produção de amônia verde que será instalado em Ponta Grossa. O encontro, realizado durante a reunião semanal da diretoria, teve como objetivo detalhar aos representantes do setor produtivo local as características técnicas, os investimentos e o cronograma da nova indústria.

Em resposta ao Portal aRede, a prefeita Elizabeth Schmidt confirma o interesse do município em ter a planta. "Recebemos a visita do senhor Ricardo Salcedo nessa semana. Ponta Grossa acompanha com grande interesse as tratativas relacionadas ao projeto apresentado pela Hycom para a implantação de uma unidade de produção de amônia verde na região", destaca.

Segundo Elizabeth, o empreendimento possui grande relevância, tanto pelo potencial de investimento e geração de empregos, quanto pela inserção de Ponta Grossa em uma cadeia tecnológica estratégica, relacionada à transição energética e à produção de combustíveis de baixo carbono.

Ao apresentar a iniciativa, Salcedo destacou o caráter inovador da tecnologia envolvida. O diretor de Indústria da Acipg, Paulo Pinto, responsável por articular a vinda do empresário à reunião, avaliou que o tema ainda é pouco conhecido no meio empresarial local e defendeu a importância de qualificar a diretoria sobre o assunto. "É uma novidade para nós, poucos conhecem o assunto, e esse foi um dos motivos que me fez convidar o Ricardo. Acho que, com todos os diretores entendendo do que se trata, fica tudo muito mais fácil", disse.

O presidente da Acipg, Leonardo Puppi Bernardi, comentou que discussões antes distantes da realidade local, como ESG e crédito de carbono, passam a fazer parte do horizonte da região. "Ricardo, por onde ele passa, está ligado a grandes projetos que sempre trazem inovação e riqueza para onde ele atua. A gente ouvia falar de ESG, de crédito de carbono, tudo muito distante, mas começou a estar aqui no nosso quintal uma indústria de ponta, e é o que a gente vai começar a ver", afirmou.

FASE DE DESENVOLVIMENTO

Em nota, a Hycom Green Ammonia agradeceu o interesse demonstrado por instituições, veículos de comunicação e pela sociedade em relação ao projeto e fez questão de esclarecer o estágio em que o empreendimento se encontra.

Segundo a empresa, a recente obtenção da Licença Prévia Ambiental representa um marco importante, por atestar a viabilidade ambiental do projeto dentro dos parâmetros avaliados pelos órgãos competentes — resultado, segundo a Hycom, de anos de estudos, análises técnicas e desenvolvimento conceitual. A companhia ressalta, no entanto, que a Licença Prévia não autoriza o início da implantação ou da operação do empreendimento, e que, como todo projeto de grande porte e elevado grau de inovação tecnológica, a iniciativa ainda depende do avanço de diversas frentes de trabalho já em andamento.

A empresa afirma acreditar no potencial do Brasil para ocupar posição de destaque na produção de combustíveis renováveis e vetores energéticos de baixo carbono, citando a e-amônia e os combustíveis derivados de hidrogênio verde como oportunidades para a transição energética global e a descarbonização de setores estratégicos da economia.

A Hycom destacou ainda que as manifestações de apoio recebidas de autoridades, entidades e da comunidade reforçam a relevância do projeto e demonstram o interesse crescente por iniciativas ligadas à inovação, desenvolvimento econômico, qualificação profissional e geração de oportunidades para a região. A companhia afirma que seguirá conduzindo o projeto "com responsabilidade, transparência e rigor técnico", comunicando oportunamente os próximos avanços relevantes, e que segue avançando "de forma consistente em direção aos próximos marcos necessários para sua futura implementação".

CONCEITO DO PROJETO

De acordo com material técnico apresentado pela Hycom, o conceito da unidade prevê a produção de e-amônia a partir de hidrogênio verde obtido por eletrólise da água com energia renovável, com estimativas de capacidade e consumo de insumos que ainda estão sujeitas às etapas de engenharia e licenciamento em curso. A empresa indica a região dos Campos Gerais como área de interesse para o empreendimento, cuja viabilização segue condicionada às próximas fases de desenvolvimento técnico, regulatório e de investimento.

A Acipg acompanha o andamento de iniciativas que possam contribuir para o desenvolvimento econômico de Ponta Grossa e da região, reforçando seu papel de aproximar o setor produtivo local de discussões estratégicas sobre inovação e transição energética.

RESUMO

Projeto da Hycom em Ponta Grossa: O empresário Ricardo Salcedo apresentou à cidade o projeto de produção de amônia verde via hidrogênio verde, voltado ao mercado externo para descarbonização e produção de fertilizantes.

Apoio Municipal e Investimento: A prefeita Elizabeth Schmidt confirmou o interesse e suporte do município ao projeto, que prevê investimento de US$ 638 milhões (R$ 3,3 bilhões) e geração de 750 empregos diretos.

Fase e Cronograma: Em fase de alinhamentos institucionais e etapas ambientais/técnicas, o empreendimento prevê execução entre 2025 e 2029, com início das operações estimado para julho de 2029.

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