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As rodovias de PG precisam garantir progresso, não gerar luto

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Melhorar a malha rodoviária que cruza os arredores de Ponta Grossa é uma das prioridades para a infraestrutura dos Campos Gerais, uma das áreas com maior crescimento industrial nos últimos anos no Paraná. A necessidade de melhorias nesse modal é recorrentemente citada pelo Grupo aRede, através de reportagens produzidas pelo Portal aRede e Jornal da Manhã. O mesmo entendimento tem as lideranças do setor produtivo e membros da sociedade civil organizada.

Ponta Grossa possui um dos principais gargalos logísticos do Sul do Brasil. Concentrando um grande entroncamento rodoviário, por onde cruzam as estradas PR-151 e BR-376, além de ser o ponto de partida de estradas como BR-373, PR-513 e PR-438, passam pelo perímetro urbano do município cerca de 55 mil veículos todos os dias, sendo 20 mil caminhões diariamente circulando em todos os sentidos. O Município é o maior gargalo logístico no Sul do Brasil. Com a projeção de crescimento anual do fluxo de veículos, em especial de caminhões, a construção de um contorno pela cidade é apontada como uma necessidade.

Enquanto os projetos não avançam, vidas continuam sendo perdidas na estrutura rodoviária urbana de Ponta Grossa. Na noite de quinta-feira (26), uma mulher morreu num acidente registrado no km 485, entre os viadutos dos núcleos Santa Terezinha e Santa Paula. Este ponto é recordista em ocorrências graves e não existem, até o momento, ações ou intervenções para reduzir os acidentes.

Recentemente, a Prefeitura de Ponta Grossa notificou oficialmente a concessionária Motiva sobre problemas verificados na BR-376 ao longo do trecho que cruza o Município. A iniciativa foi cobrar da companhia, responsável pela manutenção da rodovia, melhorias para quem trafega especialmente pela região entre o Trevo Vendrami (km 498) e o Distrito Industrial. Por consequência, a ação busca garantir a segurança dos milhares de motoristas que utilizam o trecho diariamente.

Na mesma noite da morte da mulher, o Portal aRede publicou uma reportagem denunciando a precariedade do pavimento na Rodovia do Café, advertindo que as dezenas de ondulações e buracos estavam potencializando o risco de acidentes graves. É preciso cobrar da concessionária intervenções pontuais para aumentar a segurança dos motoristas. A Prefeitura, a Câmara, a Associação Comercial, além de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil e setores ligados ao transporte, precisam exigir soluções.

Hoje, discute-se muito um novo contorno rodoviário para Ponta Grossa. Os olhares precisam se voltar para o problemático traçado urbano. A grande missão é preservar vidas. As rodovias precisam promover integração, conexão e desenvolvimento. Não gerar luto. 

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