Editorial
O que a PRVias tem a esconder sobre o novo contorno de PG?
Da Redação | 24 de fevereiro de 2026 - 00:08
Embora relevante e de interesse de toda a sociedade, a direção da PRVias, concessionária do lote 3 das rodovias, não permitiu a presença da imprensa na reunião ocorrida ontem (23), sobre o novo contorno que será construído em Ponta Grossa. Minimizar a importância de um assunto de extrema relevância para o desenvolvimento de Ponta Grossa vai além do desrespeito: é cercear o debate e a exposição de opiniões.
Há vários meses, o Portal aRede e o Jornal da Manhã pontuam que, da forma como está sendo projetado, o novo contorno rodoviário é prejudicial ao desenvolvimento socioeconômico de Ponta Grossa. O traçado atualmente proposto não contorna efetivamente o perímetro urbano, compromete a fluidez do trânsito local e limita a integração entre bairros.
A sociedade organizada de Ponta Grossa defende um traçado que respeita áreas ambientalmente sensíveis (como as zonas de amortecimento dos Parques de Vila Velha e dos Campos Gerais), e preserva o patrimônio paisagístico e turístico da região. A alternativa também mantém o perímetro urbano integralmente no contorno, favorecendo o crescimento planejado da cidade e melhorando o acesso às áreas industriais, residenciais e de expansão urbana.
A CCR fala muito e faz pouco. O trânsito rodoviário urbano de Ponta Grossa continua um caos e a empresa não apresenta soluções, limitando-se apenas a roçar os matos às margens das rodovias, enquanto arrecada milhões com a cobrança do pedágio. Quem trafega pelas rodovias não vê investimentos. Os acidentes continuam e os problemas se apresentam cada vez mais complexos diante da falta de gestão da concessionária.
Talvez seja necessário alertar a concessionária que Ponta Grossa concentra o maior entroncamento rodoviário da região Sul do Brasil e sua posição estratégica, no Paraná, requer atenção especial. O novo contorno rodoviário é uma necessidade e o seu traçado não pode ser uma imposição. É preciso estudo. A imprescindível transparência é necessária.