Editorial
A força política impulsiona o crescimento dos Campos Gerais
Da Redação | 21 de fevereiro de 2026 - 01:39
As lideranças dos Campos Gerais iniciam o ano pontuando as principais demandas dos municípios. Existe o consenso de que pautas conjuntas, com a identificação de problemas comuns, apresentam-se com mais força e dão mais celeridade às resoluções. Energia, água e esgoto, qualificação da mão de obra, transporte, moradia e segurança estão no topo das prioridades.
Embora a Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG), conduza com êxito e objetividade a representatividade das cidades, a proposição de criação da região metropolitana pode voltar à pauta, por se apresentar como importante instrumento para a captação de recursos. Os municípios podem planejar em conjunto o desenvolvimento econômico e social, saneamento básico, política de solo, transporte e sistema viário, aproveitamento dos recursos hídricos entre outras ações. Financiamentos e empréstimos também podem ser obtidos em conjunto.
Os Campos Gerais destacam-se como um polo de desenvolvimento econômico, com forte vocação agroindustrial, turismo de natureza exuberante e herança histórica cultural. A região gera mais de R$ 85,5 bilhões, registrando um aumento de 31% em dois anos, representando uma parte significativa do PIB paranaense.
A região é um dos motores do agronegócio no Brasil, com forte produção de grãos e destaque no cooperativismo, especialmente em cidades como Castro e Ponta Grossa. Conta com um polo industrial diversificado que agrega valor à produção agrícola, bem como registra um alto potencial de consumo, apresenta um crescimento econômico expressivo mesmo em anos de adversidades. É um polo fundamental do agronegócio brasileiro, impulsionado por cooperativas agroindustriais de destaque nacional, como Frísia, Castrolanda e Capal. A região se destaca pela intercooperação, com grandes investimentos em infraestrutura e valor agregado, como a Maltaria Campos Gerais e a Unium.
Indiscutivelmente, os Campos Gerais se tornaram um ponto estratégico para o Paraná, em especial no agronegócio. Na região estão sediadas três das maiores cooperativas agroindustriais do Brasil. Capal, Castrolanda e Frísia se destacam em inúmeros rankings nacionais e regionais, em publicações que revelam as principais empresas e maiores cooperativas. Somados os faturamentos, elas movimentaram mais de R$ 17 bilhões em negócios no decorrer de 2024. Estão entre as 25 maiores cooperativas em âmbito nacional e aparecem entre as 75 maiores empresas do Sul do Brasil, entre as 15 maiores cooperativas.
É importante aumentar cada vez mais a representatividade política, para garantir aos municípios, sejam pequenos ou grandes, os recursos necessários para transformar os projetos em obras e proporcionar melhor qualidade de vida à população.