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A população paga caro para ter água potável na torneira

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Água com cheiro forte e cor fora do padrão. Aumentos expressivos da tarifa no início do ano. Central de Relacionamento diariamente lotada. Muita reclamação e baixa resolução. A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) volta a ser alvo de críticas de consumidores, e de interpelações do poder público, por conta do serviço apresentado. 

Em maior do ano passado, a prefeita Elizabeth Schmidt, o presidente da Sanepar, Wilson Bley Lipski e o promotor de Justiça, Jânio Luiz Pereira, assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o objetivo de reparar os prejuízos causados pela falta de água no município e garantir soluções definitivas para o abastecimento da cidade. A reunião ocorreu na sede do Ministério Público, em Ponta Grossa, também contou com a presença do procurador-geral do Município, Gustavo Schemim Da Matta, e de diretores da empresa de saneamento.

Ontem (12), a Prefeitura notificou a Sanepar pela qualidade da água distribuída no município. O Executivo solicita a inclusão de laudos atualizados, registro de ocorrências e medidas corretivas que estão sendo realizadas pela companhia. Um dia antes, a Câmara já havia provocado a empresa a dar explicações sobre as reclamações de moradores.

Essa mobilização ocorre uma semana depois de a Sanepar realizar uma reunião, em Ponta Grossa, para debater o Plano de Segurança da Água (PSA), dentro do Programa Água Segura. O objetivo foi identificar riscos em todas as etapas do abastecimento — do manancial ao consumidor final —, para implementar medidas de controle que garantam a qualidade e a disponibilidade da água para o abastecimento público no Paraná.

A microbacia da Represa de Alagados, localizada entre Ponta Grossa, Castro e Carambeí, é uma das prioridades do Programa Água Segura. Com atividades de usos múltiplos em toda a região, a escassez de chuvas na área da bacia e as altas temperaturas resultaram numa hiperfloração de algas na Represa, usada para o abastecimento público em Ponta Grossa.

Há, cita a empresa, uma situação atípica no manancial, neste momento diretamente relacionada ao fator climático. Em fevereiro de 2025, a vazão da represa era de 16 metros cúbicos por segundo. Hoje, estamos com uma vazão de 2 metros cúbicos por segundo, muito abaixo da média histórica para esta época do ano.

Em fase de elaboração de diagnóstico, nos próximos meses o Programa Água Segura deve iniciar as ações em oito microbacias do estado, incluindo Alagados, para avaliar, fiscalizar e tomar medidas de controle e proteção dos mananciais. 

A população aguarda uma resposta. E merece toda a consideração porque paga caro pelo serviço. 

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