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O importante trabalho de ressocialização dos apenados

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A ressocialização de apenados é crucial para reduzir a reincidência criminal, promovendo a reintegração social através de educação, trabalho e apoio psicológico, transformando detentos em cidadãos produtivos e diminuindo a criminalidade, além de ser um direito humano e um objetivo da Lei de Execução Penal que prepara o indivíduo para uma nova vida, quebrando o ciclo da violência. É fundamental para uma sociedade mais segura e justa, exigindo o esforço conjunto do Estado e da sociedade civil. 

Ponta Grossa tem uma Unidade de Progressão que se tornou referência não apenas em âmbito estadual, mas uma vitrine para o país. Inaugurada oficialmente em 2022, mas funcionando há mais tempo no local, em um grande imóvel que abrigava um seminário na avenida Carlos Cavalcanti, no Jardim Paraíso, o projeto conta com 238 presos que trabalham e estudam, onde é empregado um modelo diferenciado de ressocialização para aqueles que, em breve, retornarão à sociedade. O local conta com três empresas instaladas, onde os apenados trabalham e recebem por isso, acumulando recursos financeiros para quando a pena acabar, de onde também sairão com estudo e com qualificação profissional. O método empregado, que já foi tratado como modelo é pioneiro no Paraná, deu tão certo que representantes de outros estados estiveram recentemente na unidade, para conhecer e o modelo ser expandido para outras unidades de progressão pelo Brasil.

Dados do ‘Mapa Carcerário do Paraná’, mantido pela Polícia Penal do Paraná, mostram que o sistema prisional estatal abriga cerca de 41,5 mil pessoas privadas de liberdade, embora a capacidade total seja de aproximadamente 30,3 mil vagas, representando um déficit de mais de 11 mil vagas. A regional de Ponta Grossa, que inclui nove municípios, apresenta superlotação.

Segundo os últimos dados, hoje são aproximadamente 3,5 mil detentos para 2.278 vagas - mais de 1,2 mil internos além da capacidade. Do total da população carcerária da regional de Ponta Grossa, cerca de 95% são homens e 5% mulheres – também são inclusas as cidades de Arapoti, Castro, Jaguariaíva, Ortigueira, Sengés, Telêmaco Borba, Wenceslau Braz e Lapa.

Além de garantir segurança nas unidades, a Polícia Penal tem ampliado políticas de ressocialização, com foco em educação e oportunidades de trabalho. Atualmente, 5.218 pessoas privadas de liberdade participam de programas de alfabetização, integrando o Ensino Fundamental I, e outras 14.324 participam de atividades laborais, seja em canteiros próprios, por meio de cooperativas ou projetos de artesanato. Essas iniciativas reforçam o compromisso com a reintegração, preparando os custodiados para o período após o cumprimento da pena. 

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