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Sanepar tem uma dívida impagável com a população

É preciso considerar que a população aumentou, assim como a cidade cresceu, e o sistema não acompanhou esta expansão.
É preciso considerar que a população aumentou, assim como a cidade cresceu, e o sistema não acompanhou esta expansão. -

A rotina de falta de água, nos últimos meses, é reflexo de uma série de fatores, que vão desde equipamentos deteriorados à falta de planejamento. Apesar dos inúmeros transtornos, a crise hídrica é uma oportunidade também para chamar a atenção das lideranças políticas e empresariais do Município, sobre a necessidade da criação de um conselho para monitorar e acompanhar o trabalho da companhia, na cidade.

O desserviço prestado pela Sanepar, aos moradores de Ponta Grossa, dura décadas. Há muitos anos, moradores reclamam da qualidade da água, de cobranças abusivas da tarifa, do desabastecimento e principalmente do serviço prestado. Um indicativo deste cenário caótico é o acúmulo diário de pessoas na Central de Relacionamento. O cliente perde horas buscando uma solução para seus problemas e nem sempre deixa o local com uma solução.

E os desmandos da companhia atingem o governo estadual. Na quinta-feira (20), o governador Carlos Massa Ratinho Júnior pediu desculpas aos moradores de Ponta Grossa, por conta das situações de falta de abastecimento de água que a população vem enfrentando há mais de um mês. 

O chefe do Poder Executivo Estadual lamentou o que vem acontecendo no Município, onde várias regiões da cidade estão sofrendo com a falta de água há pelo menos um mês. Diante desse cenário, Ratinho Junior revelou que discute com o Ministério Público do Paraná (MP) possíveis sanções à empresa.

No meio de tantos transtornos, a população de Ponta Grossa obteve uma vitória. A 2ª Vara da Fazenda Pública de Ponta Grossa determinou, na noite de quinta-feira (20), a suspensão da cobrança das tarifas de água e esgoto por 30 dias para todas as unidades consumidoras. Após esse período, será avaliada a continuidade da suspensão. A decisão ocorre no âmbito de uma Ação Popular movida pelo deputado federal Aliel Machado e pelos vereadores Geraldo Stocco e Fábio Silva contra a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e a Agência Reguladora do Paraná.

Desde ontem (21), a cobrança de fatura da Sanepar está suspensa para todos os clientes de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. A medida terá validade de 30 dias. Na prática, isso quer dizer que as leituras continuarão ocorrendo, mas os consumidores não receberão fatura com valores a pagar no próximo ciclo, compensando os problemas de abastecimento do último mês.

Desde 13 de fevereiro de 2025, moradores de Ponta Grossa enfrentam interrupções no fornecimento de água. A Sanepar justificou os problemas com base em manobras operacionais compensatórias e uma obra emergencial iniciada em 16 de março. No entanto, a Justiça entendeu que ambas as situações decorrem da mesma causa: a deficiência na gestão da concessionária.

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