Dinheiro
Arrecadação federal soma R$ 907 mi na regional de PG
Receita Federal registra crescimento na arrecadação da Delegacia de Ponta Grossa em junho, impulsionada pelo desempenho da economia e dos principais tributos federais
João Bobato | 04 de agosto de 2026 - 06:50
A Delegacia da Receita Federal do Brasil (DRF), com sede em Ponta Grossa arrecadou R$ 907,45 milhões em tributos fazendários e previdenciários durante o mês de junho de 2026. O resultado representa um crescimento nominal de 9,04% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o montante arrecadado foi de R$ 832,19 milhões. Descontada a inflação medida pelo IPCA, o avanço real foi de 4,21%.
A unidade da Receita Federal é responsável pela administração tributária de 64 municípios da região dos Campos Gerais e Centro-Sul do Paraná. No acumulado do primeiro semestre de 2026, a arrecadação alcançou R$ 5,618 bilhões, valor 3,91% superior, em termos nominais, ao registrado entre janeiro e junho de 2025, quando foram recolhidos R$ 5,407 bilhões.
De acordo com a Receita Federal, o desempenho de junho acompanhou a tendência observada na 9ª Região Fiscal, que abrange os estados do Paraná e Santa Catarina. Entre os principais fatores que impulsionaram a arrecadação está o crescimento de 22,7% nos tributos incidentes sobre importações, reflexo da elevação de 17,5% no volume de mercadorias importadas em dólar.
Outro destaque foi a arrecadação previdenciária, que apresentou alta de 10,9%, influenciada pelo aumento da massa salarial. Também contribuíram para o resultado positivo o crescimento da arrecadação do IRPJ e da CSLL, com avanço de 13%, além do desempenho do Simples Nacional, que registrou expansão de 10,2%.
A Receita Federal também apontou aumento na arrecadação de PIS/Cofins, IPI sobre outros produtos, Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) e IOF, refletindo a atividade econômica em diferentes segmentos produtivos. O recolhimento de imposto sobre lucros e dividendos também apresentou forte crescimento, impulsionando a arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre capital.
Entre os poucos indicadores negativos apareceram a arrecadação do IPI incidente sobre automóveis, que recuou 7,7%, e o IRRF sobre rendimentos do trabalho, com queda de 3,8%, influenciada principalmente pela redução dos recolhimentos relativos a trabalhadores sem vínculo empregatício.
A Receita Federal informou ainda que as compensações tributárias declaradas pelas empresas por meio das DComps somaram R$ 1,875 bilhão em junho, alta de 18% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, movimento puxado principalmente pelas compensações relacionadas à Cofins.
Em todo o Brasil, de janeiro a junho, a arrecadação federal totalizou R$ 1,59 trilhão, sem correção pela inflação, segundo informou o Ministério da Fazenda.