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Cooperativas contratam R$ 15,65 bilhões no Plano Safra

Mapa projeta aumento de 10% nos recursos e redução de 2% nas taxas para a agricultura empresarial

O crédito rural continua sendo uma das principais engrenagens do agronegócio brasileiro. Em um cenário marcado por juros elevados e maior cautela dos produtores na tomada de financiamentos, os números do Plano Safra 2025/2026 mostram que o acesso aos recursos segue fundamental para garantir investimentos, custeio da produção, modernização tecnológica e ampliação da competitividade do setor. Nesse contexto, o Paraná reafirma sua posição de destaque nacional, impulsionado pela força de suas cooperativas agroindustriais, que desempenham papel decisivo na geração de renda, emprego e riqueza em todas as regiões do Estado.

Até maio de 2026, penúltimo mês de vigência do Plano Safra 2025/2026, foram contratados R$ 312,16 bilhões em crédito rural no Brasil. Embora expressivo, o montante representa uma redução de 9,9% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando o volume contratado alcançou R$ 346,38 bilhões. O desempenho também revela que apenas 52% dos R$ 594,4 bilhões disponibilizados pelo programa foram efetivamente acessados pelos produtores rurais.

A retração acompanha uma tendência observada nos últimos anos. Em 2023/2024, os financiamentos somaram R$ 415,46 bilhões. Já em 2024/2025, o volume caiu para R$ 377,99 bilhões. A principal explicação está no aumento das taxas de juros decorrente da elevação da Selic, fator que encarece o crédito e reduz a disposição dos produtores para assumir novos compromissos financeiros.

Mesmo diante desse cenário mais restritivo, as cooperativas continuam demonstrando capacidade de mobilização e acesso aos recursos disponíveis. Em todo o país, elas contrataram cerca de R$ 42,45 bilhões em financiamentos rurais durante o atual ciclo do Plano Safra. O dado mais relevante, porém, está na participação do Paraná: as cooperativas paranaenses responderam por aproximadamente R$ 15,65 bilhões, o equivalente a 37% de todo o volume captado pelas cooperativas brasileiras.

O resultado reforça o protagonismo do cooperativismo paranaense, considerado um dos mais organizados e eficientes do mundo. Mais do que simples intermediárias financeiras, as cooperativas atuam como agentes de desenvolvimento econômico e social, oferecendo assistência técnica, acesso a mercados, armazenamento, industrialização e comercialização da produção. Essa estrutura fortalece milhares de agricultores e garante maior segurança para investimentos no campo.

Nos Campos Gerais, esse papel é ainda mais evidente. A região abriga algumas das mais importantes cooperativas agroindustriais do Brasil, responsáveis por movimentar bilhões de reais anualmente e sustentar cadeias produtivas que envolvem grãos, leite, carnes e produtos industrializados. Essas organizações contribuem diretamente para a modernização da agricultura regional, promovendo ganhos de produtividade e agregação de valor à produção.

COOPERATIVISMO

Os números do Plano Safra evidenciam que, mesmo diante de desafios econômicos e financeiros, o cooperativismo segue sendo uma das maiores forças do agronegócio brasileiro. No Paraná, especialmente nos Campos Gerais, as cooperativas transformam crédito em produção, inovação, emprego e desenvolvimento. Mais do que impulsionar safras, elas ajudam a construir uma economia regional sólida, capaz de gerar oportunidades, distribuir renda e fortalecer o papel estratégico do campo no crescimento do Estado e do país

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