PUBLICIDADE

Homo sapiens vs Homo religiosus

Imagem ilustrativa da imagem Homo sapiens vs Homo religiosus

Por Julio Medeiros

De um lado, temos um homem, um ser humano, que carrega em seu DNA milhares de anos de história, cultura e conhecimento. De outro, o homem que abdicou de todo esse cabedal, para numa atitude pouco racional, que ele atribui à “fé”, abraçar de forma simplista uma miríade de rituais e dogmas da “igreja”, usando Deus como resposta leviana para todas as inquirições e inquietações do espírito humano.

Nem um, nem outro. Observo essa pantomima na esperança de que o ser humano escolha o caminho certo, para realizar o “salto” – ou próximo salto – na cadeia evolutiva.

Você já pensou em teologia? Calma, eu explico: a igreja, que surgiu na intenção de libertar o homem, a partir do momento em que aceitou ser governada pelo homem, ao invés de seu Criador, passou a sufocar e a estrangular quem deveria ser liberto.

O ser insurgente cria a via do renascentismo, que deságua com toda sua força para o Iluminismo, provocando a liberdade almejada, protagonizando o ser humano. Nesse contexto, a teologia vem a ser classificada como religião e, dessa forma, jogada para o “andar de baixo” do conhecimento.

Ledo engano! Por mais conhecimento que tenha entrado no mundo por conta dos iluministas, há muitas coisas – ideias, premissas, conceitos e filosofias – que não se sustentam. Nenhum ser humano detém o conhecimento absoluto. Por outro lado, fora com o obscurantismo imposto pela igreja, penso eu. Quem quer voltar para trás?

Contudo, consideremos o fato de que, embora a etimologia da palavra teologia, o estudo da teologia fala mais do ser humano que, objetivamente, de Deus. Sim, isto mesmo. A partir do momento em que se estuda e se procura entender o Criador, entende-se melhor a criatura e a si mesmo.

E como estudar, ou saber sobre Deus?

Existem alguns caminhos: primeiro, a simples observação da natureza (a harmonia existente não se justifica pelo acaso). Segundo, observando a si mesmo. Olhe-se no espelho: a complexidade harmoniosa de células que formaram seus olhos, suas cordas vocais para emissão de sons, os membros que servem para locomoção e as mãos com o dedão contraposto que servem para agarrar. É impossível, diante das evidências, escolher acreditar ser obra do acaso em detrimento de algo planejado. Por último existe a Bíblia. Encare esse fato sem preconceitos. Um carro tem manual, um liquidificador tem manual e, de forma metafórica, a Bíblia é o manual de Deus.

Há de se considerar todo conhecimento amealhado na história humana, atribuindo-lhe o devido valor. Contudo, em análise crítica, devemos rejeitar o que não é salutar para o crescimento do indivíduo como ser humano e aceitar, num salto de fé racional, que somos produto de um Deus Criador.

* Julio Medeiros é um poeta e prosador moldado por uma vida de aventuras. Em seu livro “Nátaly e Vitor”, compartilha reflexões sobre fé e dilemas existenciais.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

MAIS DE DEBATES

HORÓSCOPO

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

DESTAQUES

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

MIX

HORÓSCOPO

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE