Brasil
Hugo Motta prevê votação do fim da escala 6x1 em maio
De acordo com ele, a admissibilidade das propostas deve ser analisada já no início do próximo mês pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
João Bobato | 26 de março de 2026 - 06:05
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que pretende levar ao plenário, em maio, a votação de propostas de emenda à Constituição que tratam da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6x1.
De acordo com ele, a admissibilidade das propostas deve ser analisada já no início do próximo mês pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Caso avance, o texto seguirá para uma comissão especial antes de chegar ao plenário.
As medidas em discussão são a PEC 8/2025, de autoria da deputada Erika Hilton (Psol-SP), e a PEC 221/2019, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).
Em entrevista concedida nesta quarta-feira (25), na Paraíba, Motta destacou a importância de garantir mais qualidade de vida aos trabalhadores. Segundo ele, a proposta busca ampliar o tempo destinado ao lazer, à saúde e à convivência familiar, sem comprometer a produtividade.
O presidente da Câmara também ressaltou a necessidade de diálogo com o setor produtivo. “É fundamental ouvir quem emprega para construir uma proposta equilibrada, que não represente retrocessos para o país”, afirmou.
Minerais estratégicos
Hugo Motta ainda informou que deve entrar em pauta, em breve, o projeto que regulamenta a exploração de minerais conhecidos como terras raras. A proposta, relatada pelo deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), prevê a criação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
O Projeto de Lei 2780/2024 estabelece diretrizes para incentivar a pesquisa, a extração e a transformação desses minerais de forma sustentável.
Motta defendeu a adoção de uma legislação moderna para o setor, com foco na geração de emprego e renda. Segundo ele, a proposta deve garantir que os ganhos da exploração permaneçam no Brasil, agregando valor à produção antes da exportação.
As informações são da Câmara de Deputados