Conmebol repudia racismo contra jogador do Cruzeiro

A Conmebol, entidade máxima do futebol sul-americano e responsável por organizar a Libertadores, usou sua conta oficial em uma rede social para se pronunciar sobre as manifestações racistas que o meia Tinga, do Cruzeiro, foi vítima na noite de ontem. Logo após o encerramento da partida, a instituição condenou a postura racista de torcedores do Real Garcilaso, classificando a atitude como “repudiante”.
A entidade prometeu que vai analisar possíveis sanções ao Real Garcilaso e seus torcedores e pediu tranquilidade à torcida do Cruzeiro. Até às 11h da quinta-feira (13), nenhum comunicado oficial foi publicado no site oficial da Conmebol, que sequer menciona o ocorrido na matéria que traz informações sobre o resultado da partida.
O Regulamento Disciplinar da Conmebol prevê uma série de punições para clubes e torcidas que tenham atitudes racistas. O artigo 12 do texto diz que agremiações ou clubes cujos torcedores tenham comportamentos discriminatórios – seja por motivos de cor da pele, raça, etnia, idioma, credo ou origem – podem ser multados em no mínimo US$ 3 mil.
O mesmo artigo do documento diz que o clube poderá ser julgado pelo órgão disciplinar da entidade, que tem competência para impor sanções adicionais. Entre as medidas estão jogos com portões fechados, perda de mando de campo, concessão da vitória ao time cujo jogador foi vítima do ato, perda de pontos e até a eliminação da competição.
O Cruzeiro jogou fora de casa e perdeu de virada para o clube peruano, por 2 a 1.
Informações do portal EBC.





















