Fernando Scheffer detalha negociação e planos para a Arena Espaço Smart
Sócio-fundador da empresa fala sobre a aquisição dos naming rights, primeira etapa das obras e participação da Espaço Smart na modernização do estádio do Operário

A transformação do Estádio Germano Krüger em Arena Espaço Smart começou a ganhar forma a partir de um projeto desenvolvido pelo Operário Ferroviário em busca de novas receitas para viabilizar a reforma. Em entrevista ao Portal aRede, o sócio-fundador da Espaço Smart e diretor comercial do clube, Fernando Scheffer, contou como nasceu a negociação que levou a empresa ponta-grossense a adquirir os naming rights do estádio.
Scheffer explicou que as primeiras discussões sobre a reforma ocorreram ainda no começo do ano, com participação da diretoria do Operário e da DMM Construtora. A estratégia foi buscar recursos sem comprometer as finanças do clube. “O Álvaro sempre deixou muito claro que, para fazer com que esse projeto saísse do papel, a gente tinha que ter muita responsabilidade financeira. Todo mundo sabe a forma dele de gestão, muito pé no chão. O Operário tem as finanças todas em dia, o que não é fácil para um clube de futebol”, afirmou.
A partir disso, o clube criou diferentes ativos para aumentar a arrecadação e financiar a obra, como as placas comemorativas, o mural de empresas, cadeiras, camarotes e os naming rights do estádio. “Para tirar do papel, a gente precisa buscar novas receitas e não buscar se endividar, para fazer com que esse sonho aí da cidade, não é só do Operário, mas da cidade, saísse do papel”, destacou Scheffer.
Espaço Smart decidiu investir no projeto
A possibilidade de comercialização do nome do estádio foi apresentada pelo Operário nas redes sociais e despertou o interesse de diferentes empresas de Ponta Grossa. Entre elas estava a própria Espaço Smart.
Scheffer contou que a decisão passou por conversas com familiares e com a direção da empresa antes da apresentação da proposta. “O naming rights foi oferecido por outras empresas, esteve aí um tempo à disposição para que pessoas fizessem a proposta, e eu conversei muito com o meu pai, conversei com o Rubens, que é o nosso CEO lá da Smart”, relatou.
A escolha também esteve relacionada à ligação da marca com Ponta Grossa e ao significado de participar de um projeto ligado à história da cidade. “Eles acharam interessante porque tem um valor muito emocional, você participar dessa obra que é um fator relevante na história da cidade. Então, a gente entendeu que tinha total sinergia com a empresa”, afirmou.
Para o executivo, a parceria também representa uma forma de retribuição à cidade, onde a empresa nasceu e se desenvolveu. “Empresa ponta-grossense, também com alcance nacional, e a gente entendeu que era o momento de retribuir isso para a cidade. A empresa, que sempre nos deu chão, pessoas e todo o suporte para que a Smart crescesse, é uma empresa nova, tem 11 anos”, disse.
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Primeira etapa acrescentará 2,5 mil lugares
A primeira fase da reforma será concentrada na área da Rua Padre Nóbrega. A estrutura atual da arquibancada será demolida para a construção de um novo setor, com aumento de aproximadamente 2,5 mil lugares. “Praticamente, toda aquela arquibancada é demolida. E ela inicia a arquibancada a mais ou menos cinco metros do gol. E ela sobe e aumenta uma capacidade de mais ou menos 2.500 pessoas”, explicou Scheffer.
O projeto prevê ainda novos espaços comerciais, restaurante e nove camarotes. “Embaixo vai ter a loja do Operário e vai ter outros três comércios que nós vamos anunciar, em breve, para que outros comércios possam alugar. Vai ter um restaurante também. Um restaurante que tem uma vista panorâmica para o estádio”, afirmou.
A área externa também será modificada, com ampliação do espaço de circulação. “Vai ter um recuo, então, vai ser uma rua mais larga, com acesso melhor, mais iluminado. E a primeira fase é essa. Aí nós temos ainda outras três fases”, detalhou.
As demais etapas, no entanto, ainda dependem de recursos e do desempenho esportivo do clube. “A segunda, a terceira e a quarta fase ainda a gente precisa entender o comportamento do time, os resultados, para ver como a gente vai fazer. Também depende muito de captação de recursos para essas fases. Mas, com certeza, o projeto está pronto”, disse.

Empresa terá participação na nova arena
O acordo dos naming rights também será acompanhado por uma participação física da Espaço Smart dentro do estádio. Entre os espaços previstos está o Espaço Torcedor Smart, com capacidade para cerca de 100 pessoas, além de um camarote. “Nós temos um espaço físico, que vai se chamar Espaço Torcedor Smart, que é um espaço para 100 pessoas. Ele vai ficar bem na esquina entre a Padre Nóbrega e a Emílio de Menezes, do lado oposto ao restaurante. Teremos também um camarote”, explicou.
A empresa também participa do fornecimento de materiais para a obra. “Vai ser todo de pré-moldado, que nós entendemos que é a melhor solução para se construir, pré-moldado com fechamento de telhas. Tem muito material de drywall, que também a Smart está cedendo para o Operário”, afirmou.
Reforma também mira experiência do torcedor
Para Scheffer, a modernização da estrutura está diretamente ligada às receitas do clube e à experiência do público nos jogos. “Se você tem, obviamente, um estádio melhor, uma condição melhor, você atrai mais o público. Se você atrai mais o público, você aumenta o consumo de alimento, de bebida no estádio. Você aumenta o consumo de camiseta”, explicou.
Na avaliação apresentada durante a entrevista, uma maior presença de torcedores também pode fortalecer a capacidade do clube de atrair novos patrocinadores. “Se você aumenta o consumo de camiseta e o público, você consegue atrair com mais facilidade outros patrocinadores, porque você aumenta a tua audiência. Então, eu vejo que está tudo conectado”, afirmou.
“Vai ficar para a história”
A aquisição dos naming rights representa mais um capítulo da relação entre a Espaço Smart e o Operário. A empresa começou a patrocinar o clube neste ano, passou ao patrocínio master e agora se tornou a primeira empresa a adquirir comercialmente o nome do estádio.
“Como Smart, sem palavras. Nós começamos aos poucos, patrocinamos pela primeira vez o clube nesse ano, começamos no número da camiseta, depois fomos para o Master. Paralelo a isso aí veio o naming rights, que é a primeira empresa que comprou esse ativo. Então, é um ativo que nunca foi comercializado, então é uma receita que não era contabilizada”, lembrou Scheffer.
Para o sócio-fundador da empresa, a participação no projeto tem um significado que vai além da exposição da marca. “A gente entende que essa Arena Espaço Smart vai ficar para a história. Vai ficar para a história como uma das empresas que contribuíram para que saia do papel esse estádio e que ajude o clube a melhorar a estrutura”, afirmou. Texto colado
O projeto completo prevê a transformação do Germano Krüger em uma arena com mais de 20 mil lugares, com a execução das etapas seguintes condicionada à captação de recursos e ao cenário esportivo do Operário.
Confira um resumo da notícia:
Naming rights da Arena Espaço Smart: Fernando Scheffer explicou como surgiu a negociação e afirmou que a empresa decidiu investir por enxergar uma forte ligação com Ponta Grossa e com o projeto de modernização do estádio.
Primeira fase terá 2,5 mil novos lugares: A etapa inicial prevê uma nova arquibancada, nove camarotes, restaurante, loja do Operário e outros espaços comerciais. As demais fases dependerão da captação de recursos e do cenário esportivo do clube.
Espaço Smart participará da estrutura: Além do naming rights, a empresa terá o Espaço Torcedor Smart e um camarote, além de fornecer materiais para a obra. Scheffer destacou que a nova arena pode melhorar a experiência do público e ampliar as receitas do Operário.





