Ruan Tressoldi é levantado por Kaio Jorge, bate cabeça e é substituído
Zagueiro precisa ser convencido por médico do Atlético-MG a ser substituído por Vitão e deixa o Mineirão de ambulância para realizar exames

O Atlético-MG precisou substituir o zagueiro Ruan aos 18 minutos do clássico com o Cruzeiro, no Mineirão, pelas quartas de final da Copa do Brasil. O zagueiro sofreu uma forte entrada de Kaio Jorge logo no primeiro minuto de jogo, bateu a cabeça no gramado e, mesmo tentando continuar em campo, precisou ser substituído após nova queda, quando o protocolo de concussão foi acionado (veja explicação ao final da matéria). No intervalo, deixou o estádio de ambulância por precaução. Veja o vídeo do momento da colisão:
No intervalo do jogo, Ruan deixou o Mineirão de ambulância. Segundo o Atlético-MG, o jogador foi encaminhado ao hospital MaterDei, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, para realização de exames. O atleta foi acompanhado pelo médico do clube, Haroldo Aleixo.
O jovem Vitão, de 18 anos, o substituiu. Ele passou a atuar ao lado de Vitor Hugo e Alan Franco na linha defensiva.
O lance com Kaio Jorge aconteceu na parte defensiva do Galo. Ruan chegou primeiro na disputa, tirou a bola de cabeça, mas levou um empurrão do atacante quando já estava no alto. Na queda, o zagueiro atleticano caiu de mau jeito e bateu a cabeça no gramado.
Ruan Tressoldi foi atendido pelo médico Rodrigo Lasmar e seguiu na partida. Entretanto, aos 17 do primeiro tempo, caiu novamente no gramado e foi avaliada a necessidade de o jogador ser substituído. O defensor chegou a pedir para continuar em campo, mas foi convencido pelo médico a sair.
Por causa da pancada na cabeça, o protocolo de concussão foi acionado. Com isso, o Galo não "gastou" uma das cinco substituições possíveis.
O que é o protocolo?
O mecanismo foi adotado pela CBF em 2024. Após casos de choques de cabeça, times podem substituir jogadores que estejam mostrando sintomas neurológicos, sem que a mudança conte nas cinco substituições originais.
Para isso, basta que um membro da comissão técnica mostre um cartão vermelho no momento de sinalizar a mudança para a equipe de arbitragem. Por questões de isonomia, o time adversário também ganha uma substituição extra.
O regulamento da CBF para Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil prevê que jogadores submetidos ao protocolo de concussão precisam ficar afastados por, no mínimo, cinco dias a partir da lesão na cabeça.
Com informações do Ge.





















