'É muita pressão', diz Wesley sobre disputar sua primeira Copa do Mundo | aRede
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'É muita pressão', diz Wesley sobre disputar sua primeira Copa do Mundo

Lateral-direito na Seleção e ala-esquerda da Roma disputará seu primeiro Mundial e comentou a versatilidade na temporada de estreia na Itália

Wesley durante entrevista coletiva pela Seleção Brasileira em Nova Jersey
Wesley durante entrevista coletiva pela Seleção Brasileira em Nova Jersey -

Publicado por Sara Dalzotto

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Em 2022, Wesley buscava se firmar no time profissional do Flamengo. Quatro anos depois, o lateral-direito disputará sua primeira Copa do Mundo pela Seleção e revelou, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (4), que “não imaginava” estar entre os 26 convocados da Amarelinha para esta edição.

Segundo informações da CBF, neste período, ele sofreu com críticas no Flamengo, especialmente em 2023, mas as superou com grandes atuações no ano seguinte, quando foi campeão da Copa do Brasil. Desde então, sua carreira está em franco crescimento: em março de 2025, foi chamado pela primeira vez; em julho, foi contratado pela Roma; e no restante do segundo semestre, acumulou seguidas convocações.

“Era um sonho estar aqui, mas sonho distante, até porque não estava na Europa, nada dava certo. Só que consegui dar minha volta por cima. E não é que daqui para frente vai ser só coisa boa, espero que seja, mas se chegar coisa ruim de novo, o que é normal, vou estar preparado porque tudo que passei não foi à toa. Agora é manter, essas duas temporadas foram inesquecíveis e estar em uma Copa é para premiar tudo que fiz (...)”, explicou.

Maranhense de nascença e crescido em Santa Catarina, Wesley não se esconde da pressão e da responsabilidade de representar o Brasil em uma Copa.

“É muita pressão, sei da responsabilidade que é estar aqui. Como já passei por tanta coisa, é tentar fazer o que já fiz quando estava em uma fase ruim e (sempre) tentar dar a volta por cima. É minha primeira experiência em uma Copa e quero que só aconteçam coisas boas, estou me preparando para isso. Que não tenha nada de ruim e que eu possa fazer uma grande Copa”, afirmou.

Versatilidade na Itália

Pela equipe italiana, com 39 jogos e cinco gols, Wesley se tornou uma importante peça ofensiva do time jogando pela ala-esquerda. Ele contou que conversa com Danilo, capaz de atuar em diversas posições da defesa, e com o coordenador técnico, Juan Santos, para acelerar a adaptação.

“Isso é uma coisa que fico batendo cabeça, porque quando domino e ajusto o corpo, vejo que não vem ninguém, está automatizado, venho e jogo de esquerda. Isso é uma coisa que me ajudou, porque na esquerda consigo dominar de direita e se estiver fechado, carregar (para o meio do campo). É uma coisa que está me ajudando, tenho que melhorar muito, mas o que estou fazendo já me ajudou bastante”, disse.

Relação com Ancelotti

Wesley contou também que se cobra para manter o mesmo nível de atuação na defesa e no ataque e como o técnico Carlo Ancelotti o ajuda com instruções e conversas.

“Ele sabe do meu potencial atacando, só que eu boto na cabeça que quando estou bem ofensivamente, vou estar bem defensivamente e vice-versa. Ele me ajuda nos detalhes, a não dar bote, a cercar e no momento certo de subir (ao ataque) e ficar (na defesa). Ele está conversando bastante comigo e espero que eu possa ajudar na defesa e no ataque”, concluiu.

Leia o resumo da notícia

- Ascensão de Wesley: O lateral-direito Wesley, que em 2022 buscava espaço no Flamengo, foi convocado para sua primeira Copa do Mundo pela Seleção Brasileira e afirmou que não imaginava chegar tão longe após um período de críticas e superação na carreira.

- Evolução na carreira: Após conquistar a Copa do Brasil em 2024 pelo Flamengo, ele foi convocado pela primeira vez em 2025 e posteriormente contratado pela Roma, onde vem se destacando e acumulando convocações para a Seleção.

- Adaptação e Copa do Mundo: Atuando em nova função no futebol italiano e com versatilidade na defesa, Wesley destacou a importância das orientações do técnico Carlo Ancelotti e disse estar preparado para lidar com a pressão de disputar seu primeiro Mundial.

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