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Centrão aponta erros de Flávio Bolsonaro e avalia reaproximação com Lula

Lideranças do bloco citam soberba e arrogância na campanha do PL e já projetam possíveis alianças para as próximas eleições presidenciais.

Mesmo após apoiar Flávio, partidos do bloco avaliam retomar alianças com o governo petista e buscar espaço na administração federal.
Mesmo após apoiar Flávio, partidos do bloco avaliam retomar alianças com o governo petista e buscar espaço na administração federal. -

Publicado por Michele Garcia

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Após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no domingo (25), lideranças do Centrão passaram a apontar falhas na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e a considerar uma reaproximação com o governo petista. Segundo relatos de conversas reservadas, dirigentes do bloco atribuíram a derrota do senador à “soberba”, à “arrogância” e à postura considerada agressiva com a população mais pobre.

Apesar de terem apoiado Flávio no segundo turno, partidos do Centrão avaliam a possibilidade de voltar a ocupar espaços no governo Lula. Para isso, pretendem recorrer a lideranças que mantiveram diálogo com o presidente reeleito. Entre os exemplos estão o ex-ministro André Fufuca, do PP, e Silvio Costa Filho, do Republicanos, além de setores do MDB com influência nas regiões Norte e Nordeste.

Centrão também mira Tarcísio de Freitas

A possível reaproximação com Lula não representa, necessariamente, um compromisso com o PT para a eleição presidencial de 2030. Integrantes do Centrão avaliam que a derrota do grupo bolsonarista pode abrir espaço para uma candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Segundo essa avaliação, os próximos quatro anos poderão ser utilizados para reorganizar as alianças políticas em torno de Tarcísio. O governador já era defendido por integrantes do Centrão como opção para a disputa presidencial, mas acabou preterido após Jair Bolsonaro optar pelo filho mais velho como candidato.

Partidos não devem apoiar contestação do resultado

Mesmo tendo apoiado Flávio no segundo turno, partidos do Centrão afirmam que não pretendem aderir à iniciativa do senador de contestar o resultado eleitoral por causa da prorrogação do horário de votação.

Após a divulgação do resultado, Flávio declarou que não aceitaria a derrota e criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, que acolheu um pedido do PT para manter as urnas abertas por mais duas horas, até as 19h.

De acordo com relatos de lideranças do Centrão, a iniciativa foi considerada equivocada, e o senador deveria reconhecer o resultado das urnas. Na apuração mencionada no texto original, Lula recebeu 64,2 milhões de votos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 59,8 milhões.

Resumo

Críticas à campanha: Lideranças do Centrão atribuíram a derrota de Flávio Bolsonaro à soberba, à arrogância e à postura considerada agressiva com a população mais pobre.

Reaproximação com Lula: Mesmo após apoiar Flávio, partidos do bloco avaliam retomar alianças com o governo petista e buscar espaço na administração federal.

Eleições de 2030: Integrantes do Centrão consideram apoiar uma possível candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, à Presidência.

Com informações do Portal Metrópoles. 

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