Campanhas de Flávio e Lula trocam acusações após prorrogação da votação | aRede
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Campanhas de Flávio e Lula trocam acusações após prorrogação da votação

Aliados dos presidenciáveis criticaram decisão judicial e apontaram possíveis irregularidades relacionadas ao transporte de eleitores neste domingo (25)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) -

Publicado por Lilian Magalhães

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As campanhas dos candidatos à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trocaram acusações neste domingo (25), após a decisão de prorrogar o horário de votação do segundo turno das eleições de 2026. Representantes dos dois grupos políticos questionaram a medida e apontaram possíveis irregularidades no processo eleitoral.

O coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN), criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou, em publicação nas redes sociais, esperar que não prospere o que classificou como “golpe judicial ou manobra administrativa”.

“É impressionante o nível de intervenção de alguns ministros do STF”, escreveu Marinho, que também é líder do PL no Senado.

Do lado de Lula, o coordenador-geral da campanha petista, Edinho Silva, questionou a suposta redução da oferta de ônibus para o deslocamento de eleitores em determinados estados. Segundo ele, gestores públicos que descumprirem as regras de transporte eleitoral podem cometer crime.

“A lei precisa ser cumprida. Quando a legislação estabelece a garantia do direito de transporte ao eleitor, penso que tem que ser cumprida. Quem descumpre a lei está cometendo um crime. Quem descumpre a lei está interferindo no processo eleitoral”, declarou.

Governador de São Paulo critica decisão

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também criticou a prorrogação e acusou o PT de atuar junto ao ministro Cristiano Zanin, do STF, para “tumultuar as eleições”.

Já o porta-voz da campanha de Lula, Camilo Santana, afirmou que a falta de transporte público para eleitores compromete a lisura do processo eleitoral.

As manifestações ocorreram após Zanin determinar a extensão do horário de votação até as 19h, em todo o território nacional. A medida foi motivada por questionamentos sobre dificuldades no deslocamento de eleitores, especialmente diante de relatos de redução da frota de ônibus.

Entenda a prorrogação

O horário de votação do segundo turno estava previsto para terminar às 17h. A campanha de Lula solicitou a ampliação do prazo em razão de problemas no transporte público, enquanto a campanha de Flávio Bolsonaro também acionou a Justiça Eleitoral, citando condições climáticas adversas em municípios de diferentes estados.

A decisão de Zanin determinou a extensão do horário até as 19h. Posteriormente, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, orientou que as seções eleitorais ainda abertas continuassem recebendo votos até o novo horário-limite.

O STF esclareceu que a prorrogação se aplica às seções que ainda não haviam sido encerradas. As urnas já fechadas não seriam reabertas, e os votos registrados seguiriam para a totalização.

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