'Exército do Lula' bate 10 milhões de seguidores no WhatsApp | aRede
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'Exército do Lula' bate 10 milhões de seguidores no WhatsApp

Canal administrado por André Janones (Rede-MG) mobiliza apoiadores do presidente e é alvo de disputa judicial no TSE

Deputado federal André Janones (Rede-MG) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Deputado federal André Janones (Rede-MG) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) -

Publicado Por João Iansen

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O canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), atingiu 10 milhões de seguidores por volta das 17h50 desta sexta-feira (23). A ferramenta foi criada para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o segundo turno das eleições presidenciais.

O espaço é utilizado para divulgar conteúdos de campanha e organizar as chamadas “missões”, nas quais os participantes recebem orientações para compartilhar mensagens e ampliar o alcance de publicações nas redes sociais.

O crescimento ocorreu em menos de duas semanas. Em 12 de outubro, o canal reunia pouco mais de 3,3 milhões de seguidores. Na quarta-feira (21), o número ultrapassou os 7 milhões.

Disputa judicial no TSE

O canal foi suspenso em 11 de outubro por determinação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, após solicitação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). A decisão apontou indícios de disseminação coordenada de conteúdos considerados falsos.

Horas depois, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou o restabelecimento provisório da ferramenta. Na avaliação do ministro, ainda não havia provas suficientes para justificar a suspensão integral.

Nesta sexta-feira (23), o ministro Floriano de Azevedo Marques concedeu uma liminar que impede Nunes Marques de voltar a suspender ou restringir o canal por decisões individuais em procedimentos administrativos.

Ao analisar o caso, Floriano afirmou que o compartilhamento coordenado de conteúdos, como as “missões” organizadas por Janones, não caracteriza necessariamente uma irregularidade eleitoral.

"Se ilicitude houver, ela será apurada em processo jurisdicional específico, e não em processo de fiscalização que envolve unicamente a relação bilateral entre a Presidência desta Corte Superior e os provedores de aplicação", escreveu o ministro.

A liminar ainda será submetida ao plenário do TSE. Paralelamente, o caso é analisado em uma ação de investigação judicial eleitoral apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro, que acusa o canal de disseminar desinformação e solicita a suspensão da ferramenta.

RESUMO

10 milhões de seguidores: Canal “Exército do Lula”, administrado por André Janones, atingiu a marca nesta sexta-feira (23).

Mobilização digital: Ferramenta divulga conteúdos de campanha e orienta apoiadores a compartilhar publicações nas redes sociais.

Disputa no TSE: Liminar impede nova suspensão do canal por decisão individual de Nunes Marques; caso será analisado pelo plenário.

CONTEÚDO DE MARCA

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