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Erika Hilton propõe CPI para investigar atuação das big techs nas eleições

Deputada federal do PSol-SP quer apurar suspeitas de restrições a conteúdos favoráveis a Lula e falhas na inteligência artificial da Meta

Deputada federal do PSol-SP quer apurar suspeitas de restrições a conteúdos favoráveis a Lula e falhas na inteligência artificial da Meta
Deputada federal do PSol-SP quer apurar suspeitas de restrições a conteúdos favoráveis a Lula e falhas na inteligência artificial da Meta -

Publicado por André Ribeiro

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A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) protocolou um requerimento na Câmara dos Deputados para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a atuação de grandes empresas de tecnologia nas eleições brasileiras de 2026. A iniciativa tem como foco principal a Meta, dona do Instagram, Facebook, WhatsApp e Threads.

O pedido prevê que a comissão investigue possíveis interferências estrangeiras no processo eleitoral, manipulação do debate público, disseminação de desinformação e eventuais irregularidades no tratamento de dados pessoais. O documento também cita o uso de algoritmos e inteligência artificial na distribuição de conteúdo político e de publicidade eleitoral.

Para sair do papel, a CPI ainda precisa reunir o apoio necessário de deputados. Erika está colhendo assinaturas para viabilizar a instalação da comissão, que, conforme o requerimento, seria formada por 26 deputados titulares e igual número de suplentes, com prazo de 120 dias para os trabalhos.

Requerimento cita restrições a conteúdos de Lula

A iniciativa ocorre em meio a denúncias de restrições a publicações ligadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas plataformas da Meta. No documento, Erika afirma que falhas na moderação e na distribuição de conteúdo teriam prejudicado a campanha petista e comprometido a igualdade de condições entre os candidatos.

O requerimento menciona dificuldades para impulsionar publicações, redução do alcance de conteúdos políticos e problemas na ferramenta de inteligência artificial da empresa. Segundo a deputada, usuários relataram que a Meta IA, integrada ao WhatsApp, impedia a geração de determinadas imagens relacionadas a Lula, enquanto permitia pedidos semelhantes envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL), também candidato à Presidência.

O texto afirma ainda que a própria Meta reconheceu falhas que prejudicaram conteúdos da campanha de Lula, embora a empresa negue interferência política deliberada. A parlamentar defende que a CPI esclareça as circunstâncias dos problemas e apure se houve tratamento desigual entre candidaturas.

O requerimento também cita levantamentos sobre anúncios eleitorais e conteúdos produzidos por inteligência artificial que, segundo os estudos mencionados, teriam circulado nas plataformas da empresa sem identificação adequada ou com informações falsas.

Entre os pontos que Erika quer investigar, estão a aprovação de anúncios com desinformação eleitoral, a atuação de perfis automatizados e a veiculação de publicidade política a partir do exterior. O documento também levanta suspeitas sobre o uso de recursos econômicos e sistemas de recomendação para influenciar a circulação de informações durante a disputa.

A proposta prevê, ainda, a apuração de possíveis abusos de poder econômico e irregularidades na coleta e no tratamento de dados pessoais. Ao final dos trabalhos, a comissão poderá apresentar propostas para prevenir novas interferências no processo eleitoral.

Na justificativa, Erika argumenta que a atuação das plataformas precisa ser examinada para proteger a soberania nacional, a liberdade de expressão e a igualdade entre os candidatos. As acusações e suspeitas apresentadas no requerimento ainda deverão ser apuradas.

Com informações do Metrópoles.

RESUMO

Pedido de CPI contra big techs: A deputada Erika Hilton (PSol-SP) protocolou um requerimento na Câmara dos Deputados para criar uma CPI para investigar a atuação de grandes empresas de tecnologia — em especial a Meta — nas eleições de 2026, buscando apurar interferências estrangeiras, uso de IA e manipulação do debate público.

Denúncias de prejuízo a Lula: O requerimento cita falhas de moderação, restrições ao impulsionamento de publicações do presidente Lula e viés nas respostas da Meta IA (que teria bloqueado conteúdos de Lula enquanto liberava os de Flávio Bolsonaro), episódios que a empresa atribuiu a problemas técnicos.

Foco das investigações e coleta de assinaturas: A parlamentar colhe assinaturas para instalar a comissão de 26 titulares com o objetivo de apurar a veiculação de anúncios com desinformação, perfis automatizados, abuso de poder econômico e eventual tratamento desigual entre os candidatos.

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