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Campanha de Lula aponta interferência da Meta na eleição presidencial

Aliados do presidente acusam a empresa de favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno; big tech nega intenção e atribui episódios a falhas técnicas

Coordenadores da campanha do presidente Lula apontam atuação irregular de plataforma digital na corrida eleitoral
Coordenadores da campanha do presidente Lula apontam atuação irregular de plataforma digital na corrida eleitoral -

Publicado por Eduarda Gomes

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A coordenação da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou pública preocupação com a atuação da Meta na reta final do segundo turno da disputa presidencial contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL). Em declarações concedidas nesta sexta-feira (16), integrantes da cúpula governista afirmaram que a big tech estaria adotando medidas na gestão de suas redes sociais que interferem no equilíbrio do processo eleitoral em benefício do adversário. As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, e o senador Camilo Santana (PT-CE) destacaram que a postura das plataformas digitais ameaça a integridade democrática não apenas no Brasil, mas em âmbito internacional. Além de acionar a Justiça Eleitoral brasileira para fazer cumprir as determinações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a campanha petista levou os relatos de suposta parcialidade a observadores e organismos internacionais.

A controvérsia envolve uma sequência de episódios registrados nas plataformas operadas pela multinacional de tecnologia:

- Conta de anúncios desativada: A conta de anúncios da campanha do presidente foi suspensa em 23 de setembro.

- Alcance de publicação: A coordenação apontou retenção injustificada e prejuízo nas métricas de engajamento de um vídeo no formato reels publicado por Lula.

- Respostas do assistente de IA: A ferramenta de inteligência artificial Meta AI recusou-se a gerar imagens com o número e o nome de Lula, mas atendeu a solicitações similares referentes ao candidato da oposição.

Em nota oficial encaminhada à imprensa, a Meta negou categoricamente a intenção de favorecer qualquer candidato ou de manipular a corrida eleitoral no Brasil. A empresa justificou que a suspensão da conta de anúncios da campanha governista ocorreu por erro automático durante uma varredura antifraude, ao classificar a peça incorretamente como tentativa de personificação de programa social.

Sobre a restrição de métricas no vídeo do presidente, a big tech atribuiu o evento a um problema técnico que afetou temporariamente a contagem de visualizações da ferramenta na data da postagem. Em relação ao assistente de inteligência artificial no WhatsApp, a empresa explicou que implementou bloqueios para impedir a geração de conteúdo partidário envolvendo candidatos, mas que falhas operacionais pontuais impediram o reconhecimento imediato de nomes próprios compostos combinados a números eleitorais.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Acusação da campanha: Aliados do presidente Lula afirmam que a Meta atua de forma parcial e prejudica a candidatura no segundo turno contra Flávio Bolsonaro.

- Medidas adotadas: A coordenação da campanha recorreu ao TSE e apresentou denúncias a observadores internacionais para garantir o cumprimento das normas eleitorais.

- Resposta da Meta: A empresa de tecnologia nega favorecimento, atribui as falhas a erros técnicos ou automáticos do sistema e afirma agir de forma neutra.

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