Aliados orientam Flávio Bolsonaro a reforçar críticas a Moraes e Lulinha
Avaliação de integrantes da campanha é de que senador precisa abordar figuras que desgastam Lula para mobilizar apoiadores e evitar ficar atrás da agenda do petista

Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) recomendaram que ele volte a mencionar, em discursos públicos, figuras como o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Na avaliação de integrantes do grupo político, o candidato do PL precisa explorar personagens que, de alguma forma, incomodam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A estratégia busca manter a base bolsonarista mobilizada e evitar que a campanha fique subordinada à agenda do petista.
Uma ala do bolsonarismo tem demonstrado insatisfação com a campanha de Flávio no segundo turno. Entre as críticas está a avaliação de que a vantagem do senador sobre Lula no primeiro turno criou um clima de “já ganhou” e levou parte da equipe a reduzir o ritmo da campanha.
Aliados consideram que, enquanto Lula procura direcionar o debate nacional com a PEC 6×1 e outros assuntos, a campanha de Flávio tem se concentrado em responder a críticas e notícias falsas, além de reforçar o discurso antipetista.
O candidato do PL indicou que pretende seguir a orientação dos aliados durante a agenda prevista para esta quinta-feira (15), em Minas Gerais, onde participará do chamado “Bloquinho do 22”.
Aliados de Flávio buscaram contato com Moraes
Mais cedo, a coluna informou que aliados de Flávio procuraram Alexandre de Moraes nos últimos dias para tentar evitar possíveis intervenções do ministro e do STF no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
A aproximação entre a campanha do senador e o ministro foi articulada pelo deputado federal e senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP), que possui interlocutores em comum com Moraes. O contato ocorreu por meio de policiais próximos ao ministro do Supremo.
Capitão da reserva da Polícia Militar, Derrite também ocupou o cargo de secretário estadual da Segurança Pública de São Paulo, assim como Moraes.
Segundo informações apuradas pela coluna, o grupo de Flávio consultou o ministro para saber se haveria algum tipo de interferência dele ou do Supremo durante o segundo turno. A resposta teria sido negativa.
Desde que Flávio encerrou o primeiro turno à frente de Lula, Moraes tem adotado gestos de aproximação com o senador. Entre eles, autorizou que o candidato do PL voltasse a visitar o pai durante o período de prisão domiciliar.
Anteriormente, Moraes havia concedido progressão de regime à militante conhecida como “Débora do batom” e arquivado inquéritos contra o senador Marcos do Val e os apoiadores do bolsonarismo Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio.
Confira um resumo da notícia:
- Estratégia de campanha: Aliados de Flávio Bolsonaro recomendaram que ele volte a mencionar Alexandre de Moraes e Lulinha em discursos para mobilizar a base bolsonarista e evitar que a campanha fique subordinada à agenda de Lula.
- Críticas ao segundo turno: Integrantes do grupo avaliam que a vantagem no primeiro turno gerou um clima de “já ganhou” e reduziu o ritmo da campanha, enquanto Lula tenta pautar o debate nacional com temas como a PEC 6×1.
- Contato com Alexandre de Moraes: Aliados de Flávio procuraram o ministro do STF para consultar sobre possíveis interferências no segundo turno. Segundo informações da coluna, Moraes teria descartado essa possibilidade e adotado gestos de aproximação com o senador, como autorizar visitas ao pai durante a prisão domiciliar.



