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Flávio leva campanha a Porto Alegre e deve votar fim da '6x1' à distância

Candidato à Presidência terá agendas ao longo da tarde na capital gaúcha, enquanto o plenário do Senado deve analisar o fim da escala de seis dias trabalhados para um dia de folga, em Brasília

Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência da República
Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência da República -

Publicado Por João Iansen

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O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), cumpre agenda de campanha em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, nesta quarta-feira (14). O parlamentar também deve participar, à distância, da votação da proposta sobre o fim da escala de trabalho 6x1 no Senado Federal.

A votação da matéria, porém, deve ocorrer somente após as 16h. Como estará no Rio Grande do Sul durante a tarde, a expectativa é que Flávio registre o voto por meio do aplicativo utilizado pelos senadores nesse tipo de sessão.

Às 15h, o candidato visitará a comunidade do Sarandi, uma das regiões mais atingidas pelas enchentes de 2024 em Porto Alegre. Na sequência, às 17h, participará de um comício no Largo Glênio Peres, no Centro Histórico da capital gaúcha.

Flávio estará acompanhado de aliados políticos, entre eles o governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL); os senadores eleitos pelo estado, Marcel van Hattem (Novo) e Ubiratan Sanderson (PL); o governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL); o governador reeleito de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL); e o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Mobilização de campanha

A campanha de Flávio pretende retomar os atos de rua pelo país para manter a mobilização de apoiadores bolsonaristas na reta final do segundo turno. A estratégia ocorre em meio às manifestações promovidas pela campanha do adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O senador tem pedido a aliados que mantenham as mobilizações presenciais e nas redes sociais. Entre os parlamentares mais ativos nesse movimento estão os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e André Fernandes (PL-CE).

Posição sobre a escala 6x1

Nos últimos dias, Flávio não havia se manifestado de forma mais incisiva sobre o fim da escala 6x1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias e tem um de descanso. Na terça-feira (13), em Brasília, o senador afirmou que votará a favor da proposta, justificando que seguirá a vontade da maioria dos trabalhadores brasileiros.

“A gente defende algo ainda melhor, eu queria a liberdade pro trabalhador montar sua escala de trabalho. [...] Quando reduz a jornada de trabalho vai ter que contratar mais pessoas, corre o risco de muita gente ir pra informalidade, então isso tudo a gente tá pesando, mas de novo, o meu voto vai ser de acordo com a vontade da maioria do povo trabalhador brasileiro”, declarou.

Na mesma ocasião, o candidato questionou os custos da mudança para os empregadores e defendeu que o governo assuma eventuais compensações financeiras.

“Quem vai pagar essa conta vai ser o governo, porque os empresários estão sufocados, estão quebrados, então o governo que vai ter que bancar essa compensação”, acrescentou.

O PL tem criticado a proposta defendida pelo governo Lula e classifica a medida como eleitoreira. O fim da escala 6x1 é uma das principais bandeiras do atual presidente, embora a tramitação da matéria não tenha avançado no ritmo esperado pelo governo.

O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), chegou a apresentar uma proposta alternativa, com maior ênfase na remuneração dos trabalhadores conforme as horas trabalhadas. O texto, contudo, está parado no Senado, sem perspectiva de avanço neste momento.

Aliados do candidato também avaliam que, caso ele seja eleito, poderá haver uma revisão das regras que eventualmente forem aprovadas sobre o tema.

RESUMO

Agenda no RS: Flávio Bolsonaro visita a comunidade do Sarandi e participa de comício em Porto Alegre.

Votação no Senado: Candidato prevê votar remotamente na proposta sobre o fim da escala 6x1.

Posição sobre a jornada: Flávio declarou apoio à proposta, mas defendeu liberdade para definir escalas e compensação do governo aos empresários.

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