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Meta alega 'problemas técnicos' para menor alcance de Lula nas redes sociais

Plataformas foram acusadas de interferir nas eleições em outros países

O TSE deu prazo de 48 horas para a Meta explicar as acusações da campanha de Lula
O TSE deu prazo de 48 horas para a Meta explicar as acusações da campanha de Lula -

Publicado por Sara Dalzotto

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A plataforma Meta – que controla Facebook, Instagram e Whatsapp – alegou que “problemas técnicos” foram responsáveis pela redução do alcance de postagens ligadas à campanha do candidato à presidência da república Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ao mesmo tempo, a plataforma sediada nos Estados Unidos (EUA) afirma que são falsas as alegações da campanha de Lula que sustenta que a Meta estaria beneficiando as postagens do candidato Flávio Bolsonaro (PL) nas redes sociais.

“As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos. Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas. Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos”, diz nota da Meta.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Agência Nacional de Proteção de dados (ANPD) foram acionadas pela campanha do PT, que alega “fortes suspeitas de tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro em benefício da candidatura de Flávio Bolsonaro”.

“A empresa alega que essa ‘falha’ afetou outros anunciantes e mercados, mas não trouxe qualquer evidência disso, muito menos de que esse problema tenha afetado também outros candidatos no Brasil. Mais uma vez, afirma a META, foi um ‘problema técnico’”, diz o comunicado da campanha.

O TSE deu prazo de 48 horas para a Meta explicar as acusações da campanha de Lula. Levantamento da Secretaria Nacional de Comunicação do PT aponta que a página do senador Flávio Bolsonaro tinha, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, mesmo tendo 17,2% de seguidores a menos.

“Procurada, a Meta reconheceu a falha e, outra vez, apontou ‘problemas técnicos’ como motivo”, diz a nota do PT, acrescentando que “essas ações interferem diretamente em avanços como o fim das BETs, da escala 6x1, além do chamado “tesouraço” contra programas sociais”.

Meta e Trump

Após o presidente dos Estados Unidos (EUA) Donald Trump assumir novo mandato na Casa Branca, em janeiro de 2025, o dono da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou que trabalharia ao lado do político republicano contra países ou governos que defendessem alguma regulação das redes sociais.

O uso ou manipulação de plataformas digitais para direcionar conteúdos e informações durante processos eleitorais tem sido alvo de processos judiciais e debates em todo o mundo.

Um dos casos mais famosos envolveu a empresa Cambridge Analytica, que colheu dados de dezenas de milhões de usuários do Facebook, para direcionar informação de campanha durante as eleições presidenciais dos EUA de 2016, quando Trump foi eleito a primeira vez, assim como a favor da campanha do Brexit, no Reino Unido.

Em março de 2018, o Facebook Inc., atual Meta, reconheceu “falhas” no sistema que permitiram a coleta em massa de informação usada pela Cambridge Analytica nas campanhas.

Em julho de 2019, a Meta (na época, ainda Facebook Inc), foi obrigada a pagar uma multa de US$ 5 bilhões imposta pela Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês) dos EUA por supostamente “enganar” usuários sobre a capacidade de controlar a privacidade das informações.

Com informações da Agência Brasil.

Leia o resumo da notícia

Alegações e Defesa da Meta: A campanha de Lula (PT) acionou o TSE e a ANPD acusando a Meta de favorecer postagens de Flávio Bolsonaro (PL) e reduzir o alcance de suas próprias publicações; a Meta nega qualquer favorecimento e atribui a queda de alcance a "problemas técnicos" genéricos.

Medidas e Dados do PT: O TSE deu prazo de 48 horas para a Meta se explicar, enquanto levantamento do PT aponta que a página de Flávio Bolsonaro teve quase 3 vezes mais engajamento que a de Lula, mesmo contando com menor número de seguidores.

Contexto Global e Histórico: O episódio se soma ao histórico da Meta em disputas de regulação e escândalos de dados — como o caso Cambridge Analytica em 2016 e a multa de US$ 5 bilhões nos EUA —, além de recentíssimos acenos de Mark Zuckerberg contra governos que buscam regular as redes.

CONTEÚDO DE MARCA

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