Flávio amplia articulações enquanto Lula recalcula estratégia para 2° turno | aRede
PUBLICIDADE

Flávio amplia articulações enquanto Lula recalcula estratégia para 2° turno

Campanhas se movimentam após primeiro turno, com candidato do PL buscando novos apoios e petista reorganizando a disputa

Flávio e Lula
Flávio e Lula -

Publicado Por Milena Batista

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

Flávio Bolsonaro (PL) iniciou rapidamente as articulações para ampliar sua base de apoio antes do segundo turno das eleições, marcado para o próximo dia 25. O senador terminou o primeiro turno à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que agora precisa rever a estratégia de campanha para tentar reverter o resultado.

Segundo a analista de Política da CNN Jussara Soares, a campanha de Flávio já trabalha nos bastidores para conquistar o apoio de nomes que ficaram de fora da disputa. Entre os possíveis aliados estão Romeu Zema, ex-candidato do Novo, e Ronaldo Caiado, ex-candidato do PSD. De acordo com a analista, as negociações estão avançadas.

O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL), também conversa com partidos de centro, entre eles a Federação União Progressistas e o Podemos. O Republicanos, partido do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também é apontado como provável apoiador.

Lula terá de rever estratégia

Do lado petista, a avaliação é de que será necessário identificar os erros cometidos no primeiro turno e reorganizar a campanha. Lula se reuniu com lideranças políticas da esquerda para mobilizar o grupo na reta final da disputa.

A campanha do presidente deve concentrar parte dos esforços na região Sudeste, considerada estratégica para a tentativa de virada. Segundo Jussara Soares, antes de ampliar a busca por novos votos, Lula terá de reorganizar a própria campanha.

Outro desafio será reduzir a abstenção. No primeiro turno, cerca de 21% dos eleitores não compareceram às urnas. Em 2022, o índice havia sido de 20,5%. A expectativa é de que a ausência possa ser ainda maior no segundo turno, especialmente nos estados que já definiram seus governadores na primeira etapa da eleição.

Lula critica STF

Na segunda-feira (5), um dia após o primeiro turno, Lula também elevou o tom das críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente afirmou que o país está "carregando nas costas" o que classificou como uma situação de "promiscuidade" na Suprema Corte.

A declaração ocorreu em meio ao desgaste envolvendo o STF e as investigações relacionadas ao Banco Master e ao ex-controlador da instituição, Daniel Vorcaro.

Lula defendeu ainda a discussão de uma nova reforma do Judiciário, com participação da sociedade nos critérios para escolha dos ministros do STF. O presidente também afirmou que deve ser debatida a possibilidade de estabelecer mandatos para os integrantes da Corte.

Direita quer manter vantagem

Para o analista de política da CNN, Caio Junqueira, a orientação dentro da campanha de Flávio é manter a cautela apesar da vantagem obtida no primeiro turno. A diferença de aproximadamente 13 milhões de votos sobre Lula é considerada importante, mas não suficiente para garantir a vitória.

A estratégia deve manter o foco em temas econômicos, principalmente no custo de vida, além de reunir lideranças da direita que tiveram bons resultados nas urnas.

Entre os nomes citados estão Tarcísio de Freitas, Douglas Ruas (PL), Sérgio Moro (PL) e Cleitinho (Republicanos), além de Zema e Caiado, que ficaram fora da disputa presidencial.

A intenção é formar uma frente ampla de direita para o segundo turno. O Nordeste também deve receber atenção da campanha de Flávio, que identificou uma votação expressiva da direita na região, apesar das vitórias do PT na Bahia, no Ceará e no Piauí.

CONTEÚDO DE MARCA

PUBLICIDADE