Michelle Bolsonaro é eleita e chega ao Senado pela primeira vez
Ex-primeira-dama conquistou uma vaga pelo Distrito Federal e amplia presença da família Bolsonaro no Congresso

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) foi eleita senadora pelo Distrito Federal neste domingo (4) e conquistou, pela primeira vez, um mandato eletivo. A eleição foi confirmada por volta das 18h32, quando Michelle tinha 28,98% dos votos.
Durante a campanha, Michelle afirmou que decidiu disputar uma vaga no Senado após receber uma “missão” do marido, Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar por condenações relacionadas à trama golpista de 8 de janeiro de 2023.
Conforme o Extra, a nova senadora apresentou como prioridades pautas ligadas aos direitos das mulheres e das pessoas com deficiência. Ao mesmo tempo, manteve alinhamento com bandeiras defendidas pelo bolsonarismo, como a defesa da liberdade dos condenados pelos atos de 8 de janeiro e críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Michelle também teve participação na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), mas de forma mais discreta. A relação entre os dois chegou a ser marcada por momentos de tensão durante o período eleitoral.
Em junho, Michelle publicou um vídeo nas redes sociais no qual acusou o enteado de desrespeitá-la e relatou ter sido tratada com rispidez durante uma conversa por telefone. Segundo ela, Flávio teria dito que Michelle deveria ficar fora das decisões partidárias por não entender de política.
O episódio provocou repercussão dentro do grupo político ligado à família Bolsonaro e levantou dúvidas sobre a participação da ex-primeira-dama na campanha presidencial. Flávio posteriormente pediu desculpas e a convidou para participar da campanha. Michelle não esteve no lançamento da candidatura nem no ato de 7 de Setembro, mas passou a pedir votos para o enteado.
O episódio também esteve relacionado a divergências internas sobre alianças políticas do PL. Michelle criticou a aproximação do partido com o candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), e defendeu o apoio a Eduardo Girão (Novo).
A ex-primeira-dama ainda tentou apoiar a candidatura de Priscila Costa, uma de suas principais aliadas no PL, ao Senado. A direção estadual do partido, porém, manteve o apoio à candidatura de Alcides Fernandes.
Após o desgaste, Michelle deixou a presidência do PL Mulher e chegou a sinalizar que poderia desistir da candidatura para se dedicar aos cuidados de Jair Bolsonaro. Nos meses seguintes, porém, retomou a atuação política e lançou o movimento “As Imparáveis”, voltado principalmente ao eleitorado feminino.
Com a eleição deste domingo, Michelle passa a integrar o Senado Federal a partir de 2027. A vitória também amplia a presença da família Bolsonaro no Congresso Nacional e consolida a ex-primeira-dama como uma das principais representantes do grupo político.



