Aliados de Deltan mobilizam protesto em frente a prédio de ministro do TSE
O ministro Floriano Azevedo Marques, do TSE, indeferiu a candidatura ao Senado de Deltan Dallagnol, anulando decisão do TRE-PR

Integrantes do Novo, partido de Deltan Dallagnol, estão se mobilizando em conversas de WhatsApp para se reunirem em frente ao prédio na zona oeste de São Paulo, onde mora o ministro Floriano Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que indeferiu a candidatura ao senado do ex-procurador da Lava-Jato na véspera das eleições.
Na decisão deste sábado (3/10), Marques derruba o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que havia liberado o registro de candidatura. O caso ainda vai ao plenário do TSE, mas não em tempo hábil para disputar o pleito deste ano.
O nome de Deltan Dallagnol vai aparecer nas urnas porque elas já estão lacradas. Mas, os votos para ele serão anulados. Na decisão, o ministro Floriano Azevedo Marques descarta a possibilidade de novas eleições.
A discussão remonta a 2023, quando Dallagnol teve o registro de candidatura cassado. À época, houve entendimento de que o político paranense burlou a Lei da Ficha Limpa.
Pouco menos de um ano antes das eleições passadas, Deltan Dallagnol pediu exoneração do Ministério Público Federal (MPF) em meio à apuração da conduta dele na Operação Lava-Jato. A investigação poderia resultar na demissão do ex-procurador, o que o enquadraria como não elegível conforme a Lei da Ficha Limpa.
Com informações do Metrópoles.
RESUMO
Mobilização do Partido: Integrantes do partido Novo estão se organizando por WhatsApp para realizar um protesto em frente ao prédio do ministro Floriano Azevedo Marques, do TSE, localizado na zona oeste de São Paulo.
Decisão e Reflexos: O ministro barrou a candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná na véspera da eleição, determinando que os votos no ex-procurador sejam anulados, embora seu nome ainda apareça nas urnas lacradas.
Histórico da Inelegibilidade: A medida retoma o entendimento de 2023 de que Deltan burlou a Lei da Ficha Limpa ao pedir exoneração do MPF em 2021 para escapar de investigações internas que poderiam resultar em sua demissão.



