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Em Curitiba, Deltan diz confiar na Justiça Eleitoral para disputar as eleições

Ex-deputado federal declarou em Curitiba que confia na Justiça Eleitoral e descarta possibilidade de ter registro negado.

Dallagnol, que integra a chapa formada por Novo, PL, Podemos e DC ao lado do deputado federal Filipe Barros (PL)
Dallagnol, que integra a chapa formada por Novo, PL, Podemos e DC ao lado do deputado federal Filipe Barros (PL) -

Publicado por Iolanda Lima

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O ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) afirmou neste sábado (1º) que estará nas urnas nas eleições de 2026 “para a tristeza de Gleisi Hoffmann (PT)”, pré-candidata ao Senado pelo Paraná. Durante entrevista em Curitiba, o ex-procurador da Lava Jato voltou a afirmar que está “plenamente elegível” e disse confiar que a Justiça Eleitoral validará o registro de sua candidatura.

A declaração foi dada após a convenção estadual do PL, que oficializou a candidatura do senador Sergio Moro (PL) ao Governo do Paraná. Dallagnol, que integra a chapa formada por Novo, PL, Podemos e DC ao lado do deputado federal Filipe Barros (PL), afirmou não trabalhar com a possibilidade de ter o registro indeferido e disse esperar uma decisão favorável da Justiça Eleitoral.

Ao comentar a análise do registro de candidatura, Dallagnol afirmou que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) deve confirmar sua participação na disputa. “Nós confiamos que o tribunal vai, sim, confirmar a nossa candidatura e, para a tristeza de Gleisi Hoffmann, nós estaremos nas urnas em 2026”, declarou.

A candidatura de Deltan Dallagnol é alvo de questionamentos desde maio de 2023, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato dele como deputado federal. Na ocasião, a Corte entendeu que o então procurador da República pediu exoneração do cargo enquanto ainda havia procedimentos administrativos que, em tese, poderiam resultar em punições e torná-lo inelegível com base na Lei da Ficha Limpa. Para o TSE, a saída antecipada teve o objetivo de evitar uma eventual inelegibilidade.

Apesar da cassação do mandato, a decisão do TSE não declarou Dallagnol inelegível. A defesa sustenta que, como não houve suspensão dos direitos políticos nem condenação que gere inelegibilidade, ele pode disputar as eleições de 2026. A palavra final sobre o registro da candidatura caberá à Justiça Eleitoral. As informações são do Portal Nosso Dia.

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