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Confronto armado termina em morte de suspeito de estupro em Rio Branco do Sul

Conforme relato da mãe da vítima à polícia, o suspeito teria cometido violência sexual contra uma menina na frente da mãe, que foi amarrada e ameaçada pelo mesmo homem

O suspeito morreu em confronto com policiais do Batalhão de Polícia de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (BPRONE)
O suspeito morreu em confronto com policiais do Batalhão de Polícia de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (BPRONE) -

Publicado por Lilian Magalhães

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Um homem suspeito de estuprar uma menina de 10 anos na frente da mãe morreu em confronto com policiais do Batalhão de Polícia de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (BPRONE) na manhã deste sábado (17), em Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

O suspeito é primo da mãe da criança e teria invadido a residência da família durante a madrugada, armado com uma faca, antes de cometer o crime.

A Banda B, parceira do Portal aRede, teve acesso à identificação do suspeito, mas optou por não divulgar o nome para preservar a identidade da criança. Segundo a Polícia Militar, a confirmação formal da identidade ainda dependia da conclusão dos procedimentos de qualificação.

De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher mora com os três filhos, de 5, 8 e 10 anos. No momento do crime, as duas crianças mais novas dormiam. Conforme o relato da mãe à polícia, o homem amarrou as mãos dela, provocou dois cortes superficiais nos pulsos e ameaçou as duas de morte.

Na sequência, teria cometido violência sexual contra a menina e filmado os atos com um celular.

Cão farejador ajudou a localizar suspeito

A mãe conseguiu pedir ajuda aos policiais da sacada da residência. Quando a equipe chegou ao endereço, ela estava em estado de choque e informou que o suspeito poderia estar em uma construção próxima. No entanto, ele já havia fugido.

As buscas começaram ainda durante a madrugada, mas as condições do terreno e a baixa luminosidade dificultaram o trabalho policial. Pela manhã, equipes do BPRONE e da Companhia de Operações com Cães da Polícia Militar retomaram as diligências.

Segundo o capitão Victor, um cão de busca de pessoas ajudou a localizar uma possível área onde o suspeito se escondia, em meio à vegetação próxima ao local do crime. “Desde a madrugada, as equipes estão mobilizadas nessa ocorrência. Hoje de manhã, as equipes da RONE, juntamente com as equipes da Companhia de Operações com Cães, realizaram buscas”, afirmou o capitão.

Suspeito estava armado com revólver calibre .38

Após a localização, o homem teria resistido à abordagem policial, o que resultou em um confronto armado. Ele foi atingido por disparos e morreu no próprio local. Ainda acordo com o capitão, o suspeito estava armado com um revólver calibre .38.

“Ele foi encontrado e resistiu à tentativa de abordagem pelas equipes da RONE, onde houve o confronto armado. Ele estava armado com um revólver calibre .38. Ele foi alvejado nessa tentativa de abordagem e veio a óbito no próprio local”, relatou.

Polícia apura possível gravação da violência sexual

A informação de que o suspeito teria filmado os atos de violência sexual foi relatada inicialmente pela mãe da criança. Até a publicação da reportagem, porém, os policiais não haviam localizado o celular nem confirmado a existência das imagens.

“Caso ele for encontrado, ele vai para a perícia para ser extraído algum vídeo que, porventura, tenha”, explicou o capitão Victor.

O policial também informou que, conforme as informações preliminares recebidas pela equipe, a menina apresentava um quadro de saúde preocupante. A mãe e a filha receberam os primeiros atendimentos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), com previsão de encaminhamento ao Hospital Infantil Pequeno Príncipe, em Curitiba.

À Banda B, o capitão afirmou que o homem pode ter passagens anteriores pela polícia por roubo, posse de arma de fogo e violência doméstica. Segundo ele, essas informações ainda dependiam da confirmação da identidade.

O boletim de ocorrência registra suspeitas de estupro de vulnerável, lesão corporal e cárcere privado. O caso deve seguir sob investigação para esclarecer as circunstâncias do crime.

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