Advogado de Prudentópolis é condenado a 57 anos por feminicídio em Curitiba
Jaminus Quedaros de Aquino foi condenado pelo Tribunal do Júri pelo assassinato de Suellen Helena Rodrigues, morta a tiros em frente a uma escola, em outubro de 2022

O advogado e ex-policial civil Jaminus Quedaros de Aquino, natural de Prudentópolis, no Paraná, foi condenado a 57 anos e um mês de prisão em regime fechado pelo assassinato da ex-companheira, Suellen Helena Rodrigues. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri, em Curitiba, após julgamento encerrado na madrugada desta quinta-feira (15).
O crime aconteceu em 31 de outubro de 2022, no bairro Uberaba, na capital paranaense. Na ocasião, Suellen, que tinha 29 anos, levava os dois filhos do casal à escola quando foi surpreendida e morta a tiros. As crianças presenciaram o assassinato.
Conforme as informações divulgadas sobre o caso, o crime teria sido motivado pela não aceitação do fim do relacionamento. A vítima havia se mudado de Prudentópolis para Curitiba e possuía uma medida protetiva de urgência contra o ex-companheiro.
Julgamento
O julgamento de Jaminus começou na terça-feira (13), em Curitiba, quase quatro anos após o assassinato. O caso foi analisado pelo Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.
Em agosto de 2023, o Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou o réu por homicídio triplamente qualificado, com as qualificadoras de feminicídio, motivo torpe e uso de meio que resultou em perigo comum.
Em março de 2025, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu excluir Jaminus do quadro de associados da instituição, por entender que ele não possuía idoneidade moral para exercer a advocacia.
Resumo
Condenação: O advogado e ex-policial civil Jaminus Quedaros de Aquino, natural de Prudentópolis, foi condenado a 57 anos e um mês de prisão em regime fechado pelo assassinato da ex-companheira.
O crime: Suellen Helena Rodrigues, de 29 anos, foi morta a tiros em 31 de outubro de 2022, enquanto levava os dois filhos à escola, no bairro Uberaba, em Curitiba. As crianças presenciaram o crime.
Julgamento: O Tribunal do Júri encerrou o julgamento na madrugada desta quinta-feira (15). A vítima possuía uma medida protetiva contra o ex-companheiro, e o Ministério Público denunciou o réu por homicídio triplamente qualificado.



