Escola Bilíngue para Surdos de São José dos Pinhais ganha novo espaço | aRede
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Escola Bilíngue para Surdos de São José dos Pinhais ganha novo espaço

Reinauguração marcou o Dia Nacional do Surdo e reuniu estudantes, familiares e profissionais em uma manhã de convivência e valorização da Libras

A escola passa a contar com uma estrutura maior, mais confortável e adequada às necessidades dos estudantes
A escola passa a contar com uma estrutura maior, mais confortável e adequada às necessidades dos estudantes -

Publicado por Sara Dalzotto

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A Escola Municipal Bilíngue para Surdos Professora Ilza de Souza Santos ganhou um novo espaço em São José dos Pinhais. A reinauguração oficial da unidade, realizada nesta terça-feira (29), reuniu estudantes, familiares e profissionais da escola e integrou as atividades em celebração ao Dia Nacional do Surdo, comemorado no último sábado (26).

Localizada na Rua Joaquim Nabuco, nº 1.360, no bairro Cidade Jardim, onde funcionava o antigo CEMITRA, a escola passa a contar com uma estrutura maior, mais confortável e adequada às necessidades dos estudantes. Atualmente, 15 alunos são atendidos em período integral, em uma proposta de educação bilíngue que tem a Libras como língua de comunicação e aprendizagem.

A manhã foi marcada por apresentações, atividades e momentos de convivência entre estudantes, familiares e profissionais. A reinauguração também trouxe relatos sobre a importância de um espaço em que os alunos possam aprender, se comunicar e desenvolver sua identidade por meio da língua de sinais.

Durante a cerimônia, a prefeita Nina Singer destacou a ampliação da estrutura e a importância da escola para os estudantes e suas famílias. “A escola cresceu e hoje estamos aqui celebrando essa reinauguração em um espaço maior e mais estruturado, para que possamos oferecer mais qualidade aos nossos alunos. É muito especial ter os pais reunidos com seus filhos, que são nossos alunos, compartilhando e contando as histórias lindas que temos aqui”, disse.

Comunicação que transforma a experiência na escola

Para o professor de Libras da instituição, Gilberto Maciel Bertolino, a educação bilíngue é fundamental para garantir aos estudantes acesso à comunicação e à aprendizagem por meio da língua de sinais. Segundo ele, a escola também contribui para aproximar as famílias da Libras e fortalecer a comunicação no cotidiano. “A escola bilíngue proporciona que a língua de sinais seja difundida e que a comunicação efetivamente aconteça. Nós precisamos que essa comunicação ocorra de uma forma efetiva”, expressou em Libras.

Gilberto destaca ainda que algumas famílias chegam à escola com receio de que a Libras possa interferir no desenvolvimento da criança, mas reforça a importância da língua de sinais nesse processo. “É um mito essa questão da língua de sinais atrapalhar, porque ela não atrapalha em nada. Ela só auxilia no desenvolvimento. É uma questão linguística, não existe uma diferença”, sinalizou.

Essa transformação também é percebida pelas famílias. Mauro Henrique Bezerra, pai de um dos estudantes, é surdo e casado com uma mulher surda e conta que os três filhos estudavam anteriormente em uma escola regular. Ao perceber que o filho surdo acabava perdendo informações e tinha dificuldades de comunicação nesse ambiente, a família decidiu pela mudança para a Escola Ilza.

“Na escola regular, ele acabava perdendo muitas informações. Depois que mudamos ele para cá, vejo que está tendo um desenvolvimento muito bom. Ele parou de chorar, está diferente e está compartilhando com as outras crianças. É uma escola muito boa, que está proporcionando um desenvolvimento muito bom para ele”, contou Mauro, em Libras.

Segundo ele, a mudança também trouxe reflexos na convivência do estudante. Depois da transferência, o filho passou a interagir mais com os colegas e apresentou mudanças no comportamento e na forma de participar do ambiente escolar.

Estudantes também celebram o novo momento

Os estudantes da instituição, que vivenciam diariamente a escola, as amizades e as descobertas proporcionadas pelo aprendizado em Libras, também compartilharam suas experiências. Aos 9 anos, Saulo de Souza é estudante do 4º ano e conta que gosta das atividades, dos amigos e dos professores da Escola Ilza. Animado com a continuidade dos estudos, ele já pensa no próximo ano.

“Eu amo a escola Ilza, as brincadeiras, os amigos, os professores, a diretora e todas as coisas diferentes que acontecem. Em 2027, estarei no 5º ano, em uma outra turma, em uma nova sala”, contou Saulo, em Libras, com interpretação da diretora da escola, Mariana Ravedutti Lucio Machado.

Também estudante do 4º ano, Sulyele Bruna Ehrmann, de 11 anos, destaca as amizades, as brincadeiras e os conteúdos aprendidos na escola. Ela conta que, antes de estudar na instituição, tinha dificuldades com a Libras e passou a desenvolver a língua durante os primeiros anos de escolarização.

“No passado, eu tinha muita dificuldade, não sabia falar em Libras. A partir das séries iniciais, comecei a estudar aqui e aprendi muito com o professor Gilberto”, contou Sulyele, em Libras, com interpretação da professora Cláudia Kondageski.

O novo espaço da Escola Municipal Bilíngue para Surdos Professora Ilza de Souza Santos representa mais uma etapa na trajetória da instituição, que reúne estudantes, famílias e profissionais em torno da aprendizagem, da convivência e da comunicação em Libras.

Com informações de Assessoria de Imprensa.

Leia o resumo da notícia

Nova Estrutura: A Escola Municipal Bilíngue para Surdos Professora Ilza de Souza Santos foi reinaugurada em um novo espaço no bairro Cidade Jardim (antigo CEMITRA), oferecendo infraestrutura mais ampla para atender 15 alunos em tempo integral.

Comemoração e Propósito: O evento integrou as celebrações do Dia Nacional do Surdo e reforçou a relevância da educação bilíngue (com a Libras como primeira língua), que fortalece o desenvolvimento cognitivo e social dos estudantes e engaja as famílias.

Impacto Positivo: Professores, alunos e pais destacaram as transformações no ambiente escolar, como o fim do isolamento comunicacional enfrentado no ensino regular e o avanço no aprendizado e na autonomia das crianças.

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