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Familiares de desaparecidos se reúnem para pedir respostas

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Familiares de pessoas desaparecidas se reuniram na manhã deste sábado (19), na Boca Maldita, no Centro de Curitiba, para divulgar os casos e pedir ajuda. Com cartazes e camisetas com fotos dos filhos, as mães buscam chamar a atenção das autoridades para a investigação das ocorrências.

Janete Lopes, tia da adolescente Stefani Agnoletto Vieira Lopes, de 15 anos, esteve presente na manifestação em mais uma tentativa de conseguir informações sobre o paradeiro da sobrinha. “Nós alimentamos a esperança de que ela esteja viva, mas não temos certeza disso. Também não sabemos se é ela quem está visualizando as mensagens no WhatsApp ou se é outra pessoa”, disse ela em entrevista à Banda B.

Stefani desapareceu no dia 7 de agosto após sair de casa para comprar pão, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba. Desde então, a família não tem contato com a menina. “Tudo o que chega até nós é encaminhado à polícia, que mantém a investigação em sigilo. Por isso, não temos mais detalhes sobre o caso”, completou Janete.

A mãe Zulmira do Rocio Ramos também participou da manifestação na manhã de hoje. Ela procura pelo filho desaparecido, Ricardo Alves de Lima, de 36 anos. O rapaz saiu do trabalho e passou em um bar, na Rua Maestro Francisco Antonello, na Vila Fanny, onde duas pessoas o teriam sequestrado, de acordo com relatos de testemunhas. O caso aconteceu em 2010, quando Ricardo tinha 31 anos.

“Foi o que passaram para nós e, até hoje, não sabemos onde ele está. Um taxista que estava no local foi na polícia e pediu até para fazer retrato falado dos suspeitos, mas não tivemos mais informações. Para uma mãe não é fácil perder um filho assim. Eu só queria saber o que aconteceu com ele”, declarou Zulmira.

Outros casos

Ronaldo Antônio Moreira de Jesus desapareceu no dia 4 de abril de 2011 em Campo Largo, na região metropolitana. Ele tinha 31 anos na época e trabalhava como técnico de informática. O carro dele foi encontrado, na ocasião, em um terreno em Itambé, na zona rural da cidade.

“Ele saiu para trabalhar em uma segunda-feira e nunca mais voltou. Ele não tinha nenhum problema que justificasse um sumiço proposital. Na época, quando o carro foi localizado, nós achamos que ele tinha sido morto e passamos seis meses procurando pelo corpo no terreno em Itambé. Não achamos nada e, até hoje, eu não faço ideia do que aconteceu com o meu filho”, desabafou Ana Zira Moreira, mãe do rapaz.

Já Crysthyan Nunes Kokurudza, de 27 anos, não foi mais visto pela família desde o dia 12 de janeiro de 2010. Na ocasião, o rapaz, que tinha 22 anos, saiu para fazer um orçamento de reforma para um cliente e, assim que acabou o serviço, ligou para a esposa dizendo que logo chegaria em casa. Mas não apareceu e não deu mais notícias.

“Eu não sei mais o que fazer para descobrir o que houve com ele. Eu vou na delegacia e nunca tem nada, para mim a investigação está parada. Eu estou desiludida, não sei se ele está vivo ou morto”, concluiu a mãe.

Contatos

Informações sobre o paradeiro dos desaparecidos em Curitiba podem ser repassadas para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) pelo telefone (41) 3360-1400. Para Colombo, o número é (41) 3656-3498 e para Campo Largo (41) 3292-1202 .

Informações da Rádio Banda B

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